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“O meio rural, a nossa cultura, a nossa música, são elementos que podem fixar os turistas” – ministro

Cidade da Praia, 28 Set (Inforpress) – O ministro do Turismo defendeu uma aposta no meio rural para desenvolver e diferenciar o produto que o país quer apresentar, afirmando que a cultura e a música de cabo-verdiana são elementos que podem fixar os turistas

Carlos Santos falava à imprensa, à margem da actividade comemorativa ao Dia Mundial do Turismo, assinalado este domingo, 27 de Setembro, e que este ano foi comemorado sob o lema “Turismo e Desenvolvimento Rural”.

No que se refere ao lema “Turismo e Desenvolvimento Rural”, conforme o governante, é escolhido pela Organização Internacional do Turismo (OIT) para demonstrar a importância que o meio rural começa a ter no turismo, não só para levar com que haja um regresso às origens, mas também para procurar trazer aquilo que é o essencial e o característico das populações dos países e das nações.

“Cabo Verde também não foge a regra a isso e dissemos na nossa intervenção que este dia é mais para reflexão, é um dia menos para festejar, mais para reflexão tendo em conta o momento pelo qual passamos”, acrescentou.

Segundo Carlos Santos, o Governo cabo-verdiano tem demonstrado aposta em segmentos da natureza e rural para procurar desconcentrar aquilo que é o turismo actual, para dar maior competitividade ao turismo nacional e para trazer os elementos que caracterizam a cabo-verdianidade.

Para exemplificar, referiu-se à criação de trilhos turísticos terrestres e de miradouros com condições e segurança, sinalética turística e ao lançamento de concurso para o mapeamento da ilha de Santiago, e brevemente para as restantes ilhas.

Isto tudo, continuou, com o objectivo de criar condições, para levar os turistas a olharem para as outras ilhas que não sejam só as onde predominam o turismo de sol e praia.

Conforme referiu o ministro do Turismo e Transportes, os operadores começam a apostar neste sector e só assim “se consegue fazer a diversificação do turismo e de o densificar a nível nacional, combatendo as assimetrias, o êxodo rural”.

“Conseguiremos também levar com que outros operadores comecem a olhar para o meio rural como local também de residência. Que é aquilo que se começa a se notar em países como Portugal, como Espanha e que acabará por ser um movimento que passará por Cabo Verde”, frisou.

De acordo com Carlos Santos, o factor preço é o resultado da oferta e da procura. Pois, referiu, com uma maior intensificação da oferta e da procura e também com a criação de alternativas, designadamente também na conectividade, o país conseguirá ter uma redução da curva do preço do produto.

O governante afirmou ainda que o executivo está a criar o programa operacional do turismo 2021/2026 para criar aquilo que se chamará o produto turístico cabo-verdiano comportando, os diversos subprodutos que são característicos de cada ilha em resultado dos “masters plans” que foram apresentados.

GSF/CP