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Covid-19: MpD garante que Governo tudo tem feito para minimizar impactos da pandemia em Cabo Verde

Cidade da Praia, 27 Out (Inforpress) – A líder do grupo parlamentar do MpD, Joana Rosa, afirmou hoje que o Governo tudo tem feito para minimizar os impactos da pandemia da covid-19, desde as medidas sanitárias passando por medidas económicas e sociais.
Joana Rosa falava em conferência de imprensa de balanço das jornadas parlamentares para a sessão plenária da Assembleia Nacional que tem na agenda o debate mensal com o primeiro-ministro tendo como tema a “Covid-19 e as medidas tomadas para reduzir os seus impactos em Cabo Verde”.
“O Governo tomou todas as medidas antecipadamente para impedir que o vírus não se alastrasse no país e causasse mortes tal como havia uma projecção”, disse, indicando que as medidas foram também no sentido impedir que houvesse mais dificuldades para as famílias.
Joana Rosa reconhece que as medidas não têm sido suficientes, mas afirmou que o executivo tem feito o possível, dando tudo de si para fazer chegar às famílias todas as medidas de política, apesar dos parcos recursos.
Do ponto de vista social apontou para a adopção do regime de ‘lay-off’ (suspensão do contrato do trabalho), que permitiu que o trabalhador mesmo em caso beneficiasse dos 70% do salário, para o rendimento de inclusão de rendimento emergencial que beneficiaram milhares de pessoas, e para o subsídio de desemprego.
“Certeza irão perguntar se as medidas chegaram a todas as casas ou a todas as famílias. Responder-vos–ia que isto seria humanamente impossível. Nós vimos em países ricos que milhares de pessoas foram para o desemprego, milhares de pessoas em dificuldades, vimos países ricos com gente na fila a pedir esmolas, mas nós fizemos tudo para que não tivéssemos essas situações”, realçou.
A nível sanitário realçou que de uma situação de inexistência de laboratório para realização dos exames de diagnóstico, o país passou a ter seis laboratórios a funcionar e apontou ainda para a aprovação da lei que obriga o uso de máscaras como medida preventiva tomada pelo parlamento sob proposta do Governo para impedir o alastramento do vírus.
“Os materiais para a realização dos exames PCR e testes não têm faltado e as autoridades sanitárias tudo que têm feito, dia e noite, socorrendo as pessoas, trabalhando na prevenção da doença e sobretudo dar tratamento igualitário a todos”, acrescentou.
No entanto, Joana Rosa critica aquilo que chama “de populismo a volta da ajuda dada ao país”, ou seja, pessoas que tentam passar a mensagem em como as ajudar não estão a ser bem utilizadas.
“Dizer que essas ajudas estão a ser bem utilizadas. Aliás, os países doadores são os primeiros a controlar. A União Europeia, as Nações Unidas, o FMI, todas essas organizações têm seguido e acompanhado todas as medidas de política que este Governo tem em curso e o FMI disse há dias que o Governo tem estado a fazer um bom uso dos recursos”, sustentou.
A líder do grupo parlamentar do MpD sublinhou que os efeitos da covid-19 em Cabo Verde são os mesmos que vêm sendo registados a nível mundial e afirmou que se não fosse a pandemia o país não estaria a ter os problemas que está a ter.
“Em 2019 tínhamos o país a crescer quase 6%, tivemos a diminuição do desemprego, o aumento da massa salarial”, disse adiantando que ao poucos o país está a retomar a normalidade dentro daquilo que são os condicionalismos.
O debate parlamentar com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a situação da pandemia da covid-19 acontece no momento em que o país contabiliza cerca de 8.500 casos acumulados e 94 óbitos.