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Sindicato Nacional dos Condutores Profissionais insurge contra concorrência desleal e pede isenção de impostos

Cidade da Praia, 13 Nov. (Inforpress) – O Sindicato Nacional dos Condutores Profissionais (SINCOP) chamada a atenção das autoridades nacionais sobre a concorrência desleal que afecta os transportes públicos urbanos, particularmente táxis e exige a isenção de imposto de finanças por falta de sustentabilidade.

Esta reivindicação foi manifestada esta manhã em conferência de imprensa pelo vice-presidente do SINCOP, Carlos Semedo, que justificou a solicitação em como a taxa dos 30.000 escudos que cada táxi paga anualmente junto das Finanças está a tornar-se insustentável para os proprietários, face à situação pandêmica da covid-19.

Sublinhou que a este imposto acrescenta ainda uma outra taxa anual de 25.000 escudos junto das câmaras municipais, para além de um cartão de licença de 1500 escudos aprovado na assembleia municipal e que de 2018 a esta parte, vem sendo inflacionado em 5.000 escudos.

Daí, ressalvou, o SINCOP pede a reposição da justiça, isto é, a devolução do remanescente.

Quanto à concorrência desenfreada que disse estar a tornar prática no país, revelou que se nota maior predominância nos concelhos da Praia, Santa Catarina de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista, razão pela qual critica a falta de fiscalização dos serviços e instituições vocacionados para pôr cobro a tais arbitrariedades.

Esta reclamação, referiu, é destinada sobretudo à Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários, Ministério da Administração Interna e câmaras municipais, com a SINCOP a ressaltar que, não obstante a vários contactos com estas entidades, no sentido de travar esta concorrência desleal, sobretudo na Cidade da Praia, a situação continua a agravar-se.

O sindicalista disse que na Cidade da Praia estão licenciados 712 táxis, mas que circulam seguramente um número muito superior nesta urbe, com o agravante de estar a trabalhar neste concelho viaturas de alugueres licenciados noutros municípios, designadamente de São Miguel, de Santa Catarina, da Boa Vista e do Sal.

“Entendemos que o Governo deve assumir o seu compromisso no sentido de trabalhar para uma fiscalização efectiva porque estamos a sentir um clima de abandono neste sector que contribui para a economia do País, mas que continua sem protecção do mercado onde labora”, protestou.

Carlos Semedo alertou as autoridades nacionais que o sindicato está determinado numa outra forma de luta, isto é, partir para as manifestações caso persista esta situação que, atestou, vem afectando sistematicamente toda a classe.