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FCF desenvolve projectos importantes “fora de campo” durante a pandemia – presidente

Cidade da Praia, 10 Fev (Inforpress) – A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) “esquivou-se” da covid-19 com uma série de iniciativas “fora de campo” que envolvem projectos importantes para o futebol, sobretudo para a sua capacitação institucional e para o futebol cabo-verdiano.
Em entrevista à Inforpress, o presidente federativo disse que enquanto a bola parou de rolar dentro das quatro linhas por causa da pandemia, a FCF teve de trabalhar na gestão da qualidade, visando permitir a certificação das normas ISO desta instituição, considerada extraordinária em termos da imagem da instituição.
A FCF, revelou Mário Semedo, teve igualmente de trabalhar o projecto de investigação e desenvolvimento e inovação da federação, virado para a criação de uma plataforma de Unidade e Laboratório de Inovação, considerado importante para o futuro da instituição e do próprio sistema do futebol cabo-verdiano, com reflexos nas associações e clubes.
“Isto trará qualidade à organização das nossas estruturas de futebol”, ressaltou Mário Semedo, que avançou ainda a saída, para breve, do “Ranking dos Clubes em Cabo Verde”, a partir da data da Independência nacional, 5 de Julho de 1975, projecto já elaborado e que retrata todos os dados relacionados com os campeonatos nacionais.
Com base neste “Ranking dos Clubes”, a ser apresentado ainda este mês, o País, explicitou, vai passar a dispor de resultados objectivos e que irão permitir um diálogo de maior qualidade e objectividade, com dados precisos, a nível da comunidade desportiva cabo-verdiana.
É que a federação nacional da modalidade já procedeu à recolha de praticamente todos os resultados, de 19975 até a presente data, como sejam marcadores, vitórias, empates e derrotas de entre os diversos clubes, num trabalho considerado “interessante” pelos próprios clubes.
A nível organizacional, a FCF tem já desenvolvido o seu Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) a entrar em vigor ainda este mês, já que a federação tem crescido em termos de recursos humanos.
Mário Semedo destacou ainda dois cursos realizados a nível de Licença D para treinadores, nas associações regionais de Santiago Norte e São Nicolau, estando neste momento a aguardar a decisão da CAF para a organizar licença C e B, pois que já a este nível carece da autorização expressa da instância que rege o futebol africano.
A FCF, recorda Mário Semedo, deu também o seu contributo directo na luta contra a pandemia da covid-19 ao colocar os seus centros de estágio da Praia, do Sal e de São Vicente ao serviço do Ministério da Saúde, para o tratamento da pandemia, aliás o do Porto Grande continua ainda a ao serviço das unidades de saúde.