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África Subsariana/Covid-19 provoca contração de cerca de 4 por cento na produção


  6 Janvier      13        Santé (8743),

   

Bissau, 06 Jan 21 (ANG) – A produção na região da África Subsariana sofreu uma contração de cerca de 3,7% em 2020, devido às perturbações na atividade económica provocadas pela pandemia da COVID-19 e os bloqueios associados, revela um estudo do Banco Mundial sobre perspectivas económicas globais em África, cujo relatório foi esta quarta-feira enviado à ANG.

O documento indica que como resultado, o rendimento per capita diminuiu 6,1% em 2020, fazendo retroceder em, pelo menos uma década, os padrões de vida médios num quarto das economias da África Subsaariana.

Os países mais afetados foram os países com grandes surtos domésticos, os fortemente dependentes das viagens e do turismo, e os exportadores de matérias-primas, em especial os exportadores de petróleo.

Os focos da COVID-19 persistiram no segundo semestre do ano passado em vários países, com poucos sinais de diminuição.

Na Nigéria e na África do Sul, a produção caiu abruptamente durante ano passado. Estima-se que a economia da Nigéria tenha sofrido uma redução de 4,1% em 2020, uma vez que os efeitos da pandemia afetaram a atividade económica em todos os setores.

Na África do Sul, onde a atividade económica já era fraca antes da COVID-19, estima-se que a produção tenha sofrido uma redução de 7,8% no ano passado. O país sofreu o surto mais grave da pandemia na região e enfrentou lockdowns rigorosos que paralisaram a economia.

Os países exportadores de petróleo da região enfrentaram preços nitidamente mais baixos (Angola, Guiné Equatorial, República do Congo, Sudão do Sul), enquanto aqueles com grandes setores de viagens e turismo suportaram uma ausência quase completa da atividade de visitantes (Cabo Verde, Etiópia, Maurícia, Seychelles). As contrações nos exportadores de matérias-primas agrícolas de base foram menos acentuadas (Benim, Costa do Marfim, Malawi e Uganda).

Em perspectivas, o BM prevê-se que o crescimento na região recupere moderadamente para 2,7% em 2021.

“Embora se preveja que a recuperação do consumo privado e do investimento seja mais lenta do que anteriormente previsto, espera-se que o crescimento das exportações acelere gradualmente, em consonância com a recuperação da atividade entre os principais parceiros comerciais” lê-se no relatório.

Acrescenta que a retoma da atividade nas principais economias avançadas e emergentes e nos principais parceiros comerciais da região (Europa, China e EUA) baseia-se principalmente em notícias positivas sobre o desenvolvimento e o início da distribuição de vacinas, assim como em novos pacotes de estímulo orçamental.

As expetativas de uma recuperação lenta na África Subsariana refletem surtos COVID-19 persistentes em várias economias que prejudicaram a retoma da atividade económica.

A pandemia é projetada para fazer com que os rendimentos per capita diminuam 0,2% este ano, estabelecendo Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ainda mais fora do alcance em muitos países da região.

A previsão é que esta inversão empurrou mais algumas dezenas de milhões de pessoas para a pobreza extrema no ano passado e empurre mais este ano.

Quanto aos riscos, o relatório refere que têm uma inclinação negativa. O crescimento dos principais parceiros comerciais poderá ficar aquém das expetativas. A distribuição em larga escala de uma vacina contra a COVID-19 na região irá provavelmente enfrentar muitos obstáculos, incluindo infraestruturas de transporte deficientes e a reduzida capacidade dos sistemas de saúde.

Essas restrições, diz o relatório, agravadas por catástrofes naturais, como as recentes inundações devastadoras e a crescente insegurança, em particular no Sahel, poderão atrasar a recuperação.

A dívida pública na região aumentou acentuadamente para cerca de 70% do PIB no ano passado, elevando as preocupações sobre a sustentabilidade da dívida nalgumas economias. Os bancos podem enfrentar aumentos acentuados em empréstimos não produtivos à medida que as empresas lutam para pagarem as suas dívidas devido à queda das receitas.

Os danos duradouros da pandemia poderão diminuir o crescimento a longo prazo através dos efeitos devastadores da dívida elevada sobre o investimento, do impacto dos bloqueios na escolaridade e no desenvolvimento do capital humano e dos resultados mais fracos em matéria de saúde.

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