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Aposta na investigação é uma “aposta certa e é essencial” para acelerar o desenvolvimento do País – Olavo Correia


  27 Août      6        Société (22942),

   

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro defendeu hoje que a aposta na investigação é uma aposta “certa e é essencial” para acelerar o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde no horizonte de 2030, mas para isso é preciso traçar uma estratégia de longo prazo.

Olavo Correia fez esta consideração na abertura do debate estratégico sobre “Investigação e Desenvolvimento no horizonte 2030” enquadrado no exercício “Cabo Verde Ambição 2030.

Debate este que considerou “importantíssimo” porque não se pode pensar Cabo Verde como sendo um país de plataforma, no domínio da economia marítima, dos transportes, ao nível logístico e da distribuição, no desenvolvimento da economia agrária e da transformação agrícola e nem numa plataforma financeira, se não apostarem no “conhecimento, na inovação, na criatividade e na criação de valor”.

Olavo Correia reconheceu o percurso feito pelo país nesta área, através do plano estratégico de desenvolvimento sustentável 2017/2021, mas considerou que estão longe de atingir o ideal em relação ao papel que a investigação deve desempenhar no quadro da estratégia de desenvolvimento de Cabo Verde.

Ainda mais, acentuou, neste novo enquadramento pós covid-19 em que é preciso acelerar toda a estratégia de desenvolvimento e competir na escala mundial e regional.

“Relançar a investigação agrária, a formação e a transferência de tecnologia, bem como investir em técnicas avançadas e método de produção apropriados, formar profissionais na área de agricultura, silvicultura, pecuária, ambiente, mas também nas áreas de tecnologia (…), a necessidade de nós investiremos cada vez mais no sector da saúde e da segurança sanitária, tudo isso deve fazer parte do nosso pacote em termos de orientações e prioridades em relação à investigação”, apontou.

Afirmou que tudo aquilo que tem a ver com a área do mar e da economia marítima deve também merecer uma investigação “apropriada e específica” no contexto da economia cabo-verdiana.

Olavo Correia defendeu que o País não tem tempo a perder nesta matéria e neste sentido devem escolher “mecanismos e soluções que não falham” que colocam o País no nível de “excelência”.

“Que nos permitem ganhar competitividade e assim produzir e vender bens e serviços no mercado global, para tanto, temos de poder inovar a todo o tempo, ser competitivos à escala regional e global”, defendeu.

Neste processo de investigação, Olavo Correia defendeu que o conhecimento e as universidades devem estar ao serviço do desenvolvimento do País.

“A ciência, a investigação e o conhecimento devem sustentar todo o processo de tomada de decisão, por um lado, mas também devem ser uma ferramenta que deve estar à nossa disposição para que possamos fazer melhor, sermos mais produtivos e sermos competitivos quer na esfera pública, como também na esfera privada”, sublinhou.

Contudo, reconheceu que os recursos alocados para a área de investigação são muito limitados, pois estão a falar de valores que rondam à volta de 01 por cento (%)da riqueza nacional.

“É óbvio que o estado tem aqui um papel importante, mas é importante também que possamos ter uma abertura do ponto de vista da captação de recursos a nível internacional para incentivarmos a investigação em Cabo Verde”, frisou.

A criação de uma agenda alinhada entre as universidades, o ensino superior e a investigação, investigação colaborativa, criação de um fundo para promover a investigação, criação de um estatuto do investigador são outros dos desafios do país nesta matéria.

AM/ZS

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