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Associação de diabéticos quer uma maior fiscalização dos produtos importados para Cabo Verde


  16 Novembre      28        Santé (10799),

   

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – A presidente da Associação Cabo-verdiana de Crianças e Jovens Adultos Diabéticos (ACCJAD) pretende trabalhar junto do Governo para que haja uma maior fiscalização dos produtos importados que, a seu ver, têm contribuído para o aumento desta doença no País.
Edna Moreira, que tomou posse hoje como dirigente desta associação, disse que esta luta é de todos, por isso para além de trabalharem na prevenção, incentivando as pessoas a terem um estilo de vida saudável, é necessário atacar as indústrias que produzem alimentos processados ricos em açúcar e carboidratos.
Para isso, a intenção da ACCJAD é aderir à Federação Internacional de Diabetes para que junto dos organismos internacionais possam convencer os líderes mundiais sobre as causas da diabetes e assim possam combater essa causa na origem, ou seja, na produção dos alimentos.
“Quando fazem esses alimentos processados e promovem esses alimentos processados que têm muita açúcar e carboidratos e que originam esta doença, que está a matar milhões. Isto é a nossa grande luta junto das instituições nacionais e internacionais para que haja essa mudança de paradigma e trazer qualidade de alimentação para a população em geral”, afirmou.
Nesse combate, a associação quer ainda trabalhar junto do Governo e da Assembleia Nacional no sentido de os alertar sobre as causas desta doença que muitas vezes estão nos produtos importados.
“Devemos fazer uma inspecção mais regularizada possível para não trazer essa doença para a nossa população, porque isso também tem impacto na economia e quando temos mais pessoas a morrer, menos contribuintes temos para sustentar o próprio Estado”, alertou.
A associação ora empossada, no Dia Mundial da Diabetes, tem como objectivo prestar assistência pluridisciplinar às crianças, jovens, adultos com diabetes Tipo 1 e jovens com Tipo 2 através de um programa de educação continuada em diabetes, tratamento e assistência social.
Para os próximos cinco anos, a ACCJAD pretende criar uma escola de diabetes, criar uma farmácia social para apoiar as pessoas mais carenciadas que não podem ter acesso a insulina, apostar na formação de profissionais de saúde e instituir fundos, bolsas e prémios para fomentar estudos e experiências científicas que digam respeito à diabetes.
“Temos dificuldades em ensinar as pessoas como lidar com a diabetes e os familiares de pessoas que têm diabetes não compreendem como lidar com esta doença e como apoiar o doente, então a nossa preocupação primeiro é criar esta escola para educar as pessoas que têm diabetes, familiares e também profissionais de saúde para que possam ter uma educação especializada”, precisou.
A criação de um movimento do voluntariado também é uma das principais acções da associação, que pretende incutir nos jovens o espírito do voluntariado e de apoio às pessoas que mais precisam, mas também as instituições, uma vez que, referiu, esta doença abarca não só o pessoal da saúde e as pessoas doentes, mas também todas as pessoas.
Para jogar na prevenção, ao longo da sua caminhada a associação pretende ainda apostar em realização de feiras de diabetes e em acções de formação e para isso assinou hoje um protocolo com a Universidade Jean Piaget no sentido de apoiar na divulgação e na prevenção desta doença.
Tudo isso com o foco de detectar e tratar o mais precocemente os doentes com diabetes, reduzir as complicações e incapacidades e mortalidades decorrentes da diabetes.
Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a associação realizou hoje uma marcha da Escola Miraflores até à Universidade Jean Piaget, na Praia, e de seguida foi realizada uma palestra sobre “Quando me dizem és diabético, o que fazer” e “estilo de vida e a diabetes mellitus”.
A diabetes é uma doença crônica, que atinge as crianças, jovens e idosos, ricos e pobres.
Actualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 420 milhões de pessoas portadoras de diabetes e essa doença poderá atingir 629 milhões em 2045 se medidas eficazes não forem tomadas. Cerca de 215 milhões de pessoas não sabem que têm a doença. Em 2017 verificou-se 4 milhões de mortes por diabetes e a cada oito segundos uma pessoa morre em decorrência de complicações da diabetes.
AM/ZS
Inforpress/Fim

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