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“Banda Larga para Todos em África requer investimentos de 100 mil milhões de dólares”, diz Banco Mundial


  18 Octobre      21        Technologie (781),

   

Bissau, 18 out 19 (ANG) – O acesso à banda larga para todos em África até 2030 requer um investimento de 100 mil milhões de dólares americano, refere um comunicado do Banco Mundial.

O comunicado baseado no relatório do Grupo de Trabalho da Banda Larga para todos indica que menos de um terço da população tem acesso à ligação de banda larga e o Banco Mundial apela medidas urgentes para reduzir o fosso no acesso à internet e, simultaneamente, fornece um roteiro para se atingir à esta meta.

O relatório do Grupo de Trabalho da Banda Larga para Todos apresenta ideias práticas e sugestões do que é necessário para se alcançar este objectivo, incluindo um plano de acção para conectividade universal de banda larga em África.

Para se alcançar acesso universal à banda larga, os países africanos terão de colocar online mais cerca de 1 100 milhões de pessoas.

Para tal, serão precisos esforços excepcionais e coordenados dos governos, do sector privado, dos parceiros de desenvolvimento e da sociedade civil diz o relatório mas o investimento vale a pena.

“A agenda digital é, em primeiro lugar e acima de tudo, uma agenda do crescimento e do emprego”, diz Makhtar Diop, Vice-Presidente do Banco Mundial para as Infraestruturas.

“A população em idade activa em África deverá registar um aumento de cerca de 450 milhões de pessoas entre 2015 e 2035. Se as tendências actuais se mantiverem, menos de um quarto encontrará empregos estáveis.

Alargar o acesso à internet significa criar milhões de oportunidades de emprego”.

Embora o número de ligações à banda larga em África tenha ultrapassado 400 milhões em 2018 (quase vinte vezes os níveis de 2010), a média de penetração regional da banda larga , incluindo conexões 3G e 4G ,é de apenas 25% em 2018.

A cobertura de banda larga móvel em África só abrange 70% da população. Até mesmo no Norte de África há uma grande margem para crescimento, onde as redes 4G cobrem apenas cerca de 60% da população.

Desafios adicionais, tais como a falta de acesso a electricidade fiável e a preços acessíveis dificultam ainda mais o acelerar do curso de transformação digital de África.

Segundo o relatório, aproximadamente 80% de todos os investimentos necessários estão directamente relacionados com a necessidade de lançar e manter redes de banda larga.

No entanto, conectar os desconectados não se limita a infraestruturas: cerca de 20% dos investimentos necessários são para desenvolver competências dos utilizadores e fundamentos de conteúdo local e outros 2-4% seriam destinados a criar o quadro regulamentar adequado, refere o relatório.

Se bem que o sector privado tenha conduzido a maior parte das iniciativas de banda larga de êxito, as agências públicas têm um papel crucial ao implementarem regulamentação do sector eficaz, corrigirem potenciais falhas do mercado e criarem condições para um sector de banda larga aberto e competitivo.

“Em grande parte de África estamos a assistir a uma falta de progresso no que toca ao alargamento do acesso e a cobertura de rede. A acessibilidade ao preço está também a cair em muitas nações. A promoção de uma maior inclusão digital vai exigir uma colaboração mais eficaz e mais inovadora”, afirmou Doreen Bogdan-Martin, Directora Executiva da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável e Directora do Gabinete para o Desenvolvimento das Telecomunicações da UIT acrescentando:

« Temos de alavancar os nossos pontos fortes e conhecimentos especializados. Os governos podem contribuir com políticas propícias a novas tecnologias, novos modelos de negócio e investimento. As políticas certas irão, por seu turno, facultar os incentivos ao sector privado para construção das infraestruturas e exploração das novas tecnologias e aplicações que irão induzir a procura”.

Conectar os 100 milhões de pessoas de zonas rurais e remotas, que não têm acesso às tradicionais redes móveis celulares, irá também exigir uma forte participação do sector privado, modelos de negócio inovadores e tecnologias alternativas, tais como soluções técnicas baseadas em Wi-Fi e satélite, refere o relatório.

“Sejamos claros: nenhum interveniente, por si só, será capaz de cumprir a meta de 2030 e suportar o peso das necessidades de investimento de USD 100 mil milhões.

Todas as partes interessadas têm de se unir e colaborar para concretizarem o acesso universal à internet a um custo acessível para todos os africanos”, diz Hafez Ghanem, Vice-Presidente do Banco Mundial para a Região África.

Isto inclui a União Africana e comunidades económicas regionais; governos africanos e respectivas agências de investimento público; reguladores sectoriais; bancos multilaterais de desenvolvimento; Nações Unidas e outras agências de desenvolvimento; sector privado e grupos da sociedade civil e organizações não-governamentais.

O Grupo de Trabalho sobre Banda Larga para Todos: uma Infraestrutura Digital Revolucionária para África”, liderado pelo Banco Mundial, foi criado em 2018 sob os auspícios da Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável, com o objectivo primário de identificar as necessidades de financiamento e os roteiros de políticas para aumentar a conectividade e alcançar cobertura total em África.

A UIT e a UNESCO criaram a Comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital em 2010 com o objectivo de elevar a importância da banda larga na agenda da política internacional e de expandir o acesso em todos os países como medidas fundamentais para acelerar o progresso com vista à consecução dos objectivos de desenvolvimento nacionais e internacionais.

Na sequência da adopção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em Setembro de 2015, a Comissão foi relançada como a Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável para mostrar e documentar o poder das TIC e das tecnologias baseadas na banda larga para o desenvolvimento sustentável.

Os membros incluem os principais CEO e líderes da indústria, decisores políticos seniores e representantes governamentais, agências internacionais, mundo académico e organizações ligadas ao desenvolvimento.

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