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Comité Nacional da Memória do Mundo projecta Cabo Verde através da sua história a título mundial – secretário executivo


  2 Octobre      9        Politique (12041),

   

Cidade da Praia, 02 Out (Inforpress) –  O secretário executivo do Comité Nacional da Memória do Mundo destacou hoje a importância da criação do referido comité na salvaguarda do património documental do país, realçando que o mesmo ajudará na projecção de Cabo Verde a título mundial.

Em declarações à imprensa, após a cerimónia de apresentação pública do Comité Nacional da Memória do Mundo, José Évora, apontou como grande desafio, a socialização do comité junto das instituições de custódia nacionais e estrangeiras.

“O primeiro grande desafio será, numa primeira fase, fazer uma grande campanha de socialização do comité junto das instituições de custódia nacionais e estrangeiras. Tendo em conta que as instituições que guardam memória colectiva cabo-verdiana, não circunscrevem apenas a Cabo Verde, nós temos também os arquivos no estrangeiro e investigadores que estudam em Cabo Verde, que são, portanto, detentores de informação sobre o passado das ilhas”, afirmou.

Já numa segunda fase, realçou a importância de se desenhar os projectos para a identificação da documentação que tenha relevância para a história de Cabo Verde e que poderá ser classificada como património nacional e a possibilidade de essas referencias serem projectadas a título mundial.

Constituída por técnicos superiores seniores de cinco instituições vocacionadas para a preservação documental, investigação e a docência, elucidou, a comissão técnica e cientifica do comité tem um mandato de três anos para criar as bases e as condições necessárias para a materialização dos objectivos que norteiam a sua criação.

Quanto à mais-valia do referido comité para o País, José Évora salientou as particularidades de Cabo Verde que são assinaladas pela trajectória de “vultos” que marcaram a humanidade, asseverando que o comité permitirá elevar o nome do arquipélago nos mais diversos aspectos, nomeadamente, a sua posição geográfica, económica e dinâmica cultural em diferentes momentos das ilhas.

Por seu turno, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse que o comité tem uma missão fundamental para o futuro de Cabo Verde, preservando tudo aquilo que é a memória institucional da construção da nação, através dos documentos e arquivos depositados no Arquivo Histórico Nacional  e preparar-se para a era digital.

“O acelerador para a constituição do Comité Nacional Memória do Mundo foi o desafio que nos foi lançado pelo comandante Pedro Pires, pela Fundação Amílcar Cabral, que se adiantou àquilo que existia como quadro jurídico predisposto, a trabalhar os escritos e documentos relacionados a Amílcar Cabral, manifestando a sua intenção de os inscrever na memória do Mundo”, salientou, afirmando que o Estado tem de estar à altura dos desafios lançados pela referida fundação.

Para o tutelar da pasta da Cultura, Cabo Verde tem a responsabilidade de trabalhar técnica e cientificamente ao mais alto nível, referindo que o programa Memória do Mundo também não sendo linearmente equiparado às classificações do património da humanidade, tem a intenção de fixar como património da humanidade conhecimentos vertidos em documentação.

No entanto, defendeu a necessidade de reposicionamento do Arquivo Histórico Nacional, frisando que o mesmo não pode ser no futuro uma instituição do Ministério da Cultura e que dada a sua importância histórica, é preciso mais investimentos, mudar o espaço físico do arquivo visando garantir que os arquivos tenham futuro.

“O Arquivo Nacional terá que ser formatado, eu pessoalmente, defendo que o desenho actual está errado. O arquivo não deve pertencer ao Ministério da Cultura, temos aqui depositados 100% da história institucional da memória de toda a produção nacional de todas as instituições de Cabo Verde” indicou, adiantando que no novo modelo de gestão a ser proposto, a referida instituição terá que ter tutela partilhada com a Administração Pública.

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