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Covid-19: Situação do País será “bem mais difícil” em 2021 se não for alterado o quadro actual – PR


  29 Septembre      10        Santé (7830),

   

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, perspectivou segunda-feira que a situação economia e social do país em 2021 será ainda “bem mais difícil” do que em 2020, se não for alterado o quadro actual.

O chefe de Estado fez esta consideração à imprensa no final da reunião do conselho da República, órgão político de consulta do Presidente da República, que esteve reunida, por mais de seis horas, com a situação epidemiológica do país, no tocante à saúde, a economia e a educação, em análise.

Na segunda e terceira parte desta reunião, o conselho ouviu o vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, sobre a situação da economia do País e a ministra da Educação, Maritza Rosabal, sobre o arranque do novo ano lectivo.

A nível das finanças, informou que há uma perda, em 2020, em cerca de seis milhões de contos, que representa 30 por cento das receitas, prevê-se a duplicação do desemprego, a dívida externa caminhada para os 140 % do PIB, o que reduz a margem do País para se endividar, enquanto o tecido empresarial está “muito fragilizado”.

A perspectiva é que não alterando este quadro, 2021 será um ano ainda bem mais difícil do que o ano de 2020. O senhor ministro utilizou uma linguagem muito crua, quando eu lhe perguntei se esse cenário é complicado, difícil, quais serão as saídas e a resposta que ele deu é que a solução está no desconfinar”, disse, ajuntado que outra decisão é reabrir as fronteiras, apesar de ser uma decisão unilateral.

Com a situação complicada a nível do País, Jorge Carlos Fonseca advertiu que é necessário recuar nos números da propagação da epidemia para que o arquipélago possa voltar a abrir as suas fronteiras e receber o turismo.

O conselho defendeu ainda o prolongamento do ‘lay off’ até ao fim do ano e a continuação das moratórias para beneficiar as empresas.

O conselho quis saber junto da ministra da Educação sobre a decisão do adiamento do início do novo ano lectivo na cidade da Praia.

Quisemos saber porque adiar o início das aulas presenciais apenas na Praia, quisemos saber se há regras claras relativamente ao que iria acontecer em caso de haver problemas de contágio de alunos numa sala de aula e quisemos saber dados sobre a situação das escolas por cada concelho”, elencou as preocupações do conselho.

Meios disponíveis para aulas online, divisão das turmas, riscos e prejuízos causados por ter alunos fora do espaço escolar, criação de plano alternativo na cidade da Praia, foram algumas questões analisadas durante este encontro.

Instado sobre se um novo estado de emergência esteve em análise, Jorge Carlos Fonseca disse que o estado de emergência “valeu a pena” no momento em que o vírus era

totalmente desconhecido” e numa altura em que o serviço de saúde não estava preparado para lidar com uma eventual propagação.

Creio que, neste momento, sobretudo, tendo em atenção o conhecimento que temos do vírus e da conivência com ele e o impacto terrível da epidemia no tecido económico, a sobrevivência da economia do País, a questão do emprego, nós temos que ser inteligentes, criativos, vigilantes, determinados na luta contra o vírus, mas temos de compatibilizar essa luta com o reforço da retoma da actividade económica essencial”, afirmou o Presidente.

AM/HF

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