AIP Côte d’Ivoire – AIP/ Des élèves de M’Bahiakro s’engagent pour l’amélioration de leurs résultats APS VERS L’ÉRECTION D’UN CENTRE DE CARRIÈRES PILOTE À DIAMNIADIO APS L’EMPLOYABILITÉ DES JEUNES DIPLÔMÉS, UN SUJET PRIMORDIAL POUR L’AUF (RECTEUR) APS LE DG DE LA FONCTION PUBLIQUE SALUE LE TRAVAIL DES COMMISSIONS ADMINISTRATIVES PARITAIRES GNA COVID-19: Five more deaths, active cases now 3,613 MAP Gabon : 89 candidats pour les sénatoriales, prévues les 30 janvier et 6 février APS LE CHAN 2020 REFLÈTE UNE BONNE PRÉPARATION ATHLÉTIQUE DES ÉQUIPES, SELON UN TECHNICIEN APS L’OM DÉDIE UNE SEMAINE À SES SUPPORTEURS EN AFRIQUE APS LE LYCÉE MAME CHEIKH MBAYE DE TAMBACOUNDA RÉNOVÉ ET ÉQUIPÉ PAR LA FONDATION SONATEL APS UN PROTOCOLE D’ACCORD POUR LA RÉALISATION DE L’ÉTUDE SUR LA STRATÉGIE NATIONALE DE RENFORCEMENT DE LA PLATEFORME PORTUAIRE

Covid-19/Erro de fabrico levanta questões sobre testes com vacina da AstraZeneca/Oxford


  26 Novembre      18        Santé (8698),

   

Bissau, 26 Nov 20 (ANG) – A AstraZeneca e a Universidade de Oxford reconheceram quarta-feira um erro de fabrico que está a levantar questões sobre os resultados preliminares e a eficácia da sua vacina experimental contra a covid-19.

O comunicado, onde é reconhecido o erro, acontece dias depois da empresa e a universidade terem descrito a vacina como “altamente eficaz”, sem mencionar a razão pela qual alguns participantes nos ensaios clínicos não terem recebido a mesma quantidade de vacina na primeira das duas injecção, tal como era esperado, noticia a agência AP.

Surpreendentemente, o grupo de voluntários que recebeu uma dose menor parecia estar muito mais protegido do que os voluntários que receberam duas doses completas.

No grupo de dose baixa, disse a AstraZeneca, a vacina parece ter uma eficácia de 90%, enquanto que no grupo que recebeu duas doses completas a eficácia parece ser de 62%.

Com estes resultados combinados, os fabricantes revelaram que a vacina parece ter uma eficácia de 70%, mas a forma como estes foram obtidos levantou questões por parte de especialistas.

Os resultados parciais anunciados na segunda-feira resultam de ensaios clínicos em massa que estão em andamento no Reino Unido e no Brasil projectados para determinar a dose ideal da vacina, bem como examinar a segurança e eficácia.

Várias combinações e doses foram administradas nos voluntários e os resultados comparados com outros que receberam uma vacina contra meningite ou uma solução salina.

Antes do arranque dos ensaios, os investigadores explicaram todas as etapas a seguir e a forma de analisar os resultados. Qualquer desvio deste protocolo pode colocar em causa os resultados.

Em comunicado divulgado hoje, a Universidade de Oxford disse que alguns dos frascos usados no teste não tinham a concentração certa de vacina, o que significa que alguns voluntários receberam meia dose.

A universidade acrescentou que discutiu o problema com os reguladores e concordou em concluir o teste. O problema de fabrico foi corrigido, segundo o comunicado.

Para os especialistas, o número relativamente baixo de pessoas no grupo de dose reduzida torna difícil de perceber se a eficácia observada no grupo é real ou uma particularidade estatística.

Cerca de 2.741 pessoas receberam meia dose da vacina seguida de uma dose completa, revelou a AstraZeneca, sendo que um total de 8.895 pessoas receberam as duas doses completas.

Outro factor em causa é o facto de nenhum dos participantes do grupo de dose reduzida ter mais de 55 anos, sendo que as pessoas mais jovens tendem a apresentar uma resposta imunológica mais forte do que as pessoas mais velhas.

Como discussão está ainda a junção dos dois grupos participantes que receberam diferentes níveis de dosagem para alcançar uma eficácia média de 70%, apontou um dos membros do programa de saúde global Chatham House, David Salisbury.

Uma das cientistas de Oxford que lidera a investigação considera que a maior eficácia no grupo que tomou a dose reduzida pode estar relacionada com o fornecimento da quantidade exacta da vacina para desencadear a melhor resposta imunológica.

“Nem muito pouco, nem muito. Muito pode dar uma resposta de baixa qualidade também”, apontou.

Os detalhes dos resultados dos ensaios clínicos serão publicados em jornais médicos e fornecidos aos reguladores no Reino Unido, que irão decidir a autorização para a comercialização da vacina.

Estes relatórios incluirão uma análise detalhada com informações demográficas ou informações sobre quem ficou doente em cada grupo, que permitirão apresentar um quadro mais completo sobre a eficácia da vacina.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.415.258 mortos resultantes de mais de 60 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. 

Dans la même catégorie