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Editora Rosa de Porcelana projecta editar no mínimo 18 livros e abrir-se a outras literaturas este ano


  6 Février      41        Arts & Cultures (2423), Livres (285),

   

Cidade da Praia, 06 Fev 2017 (Inforpress) – A editora cabo-verdiana Rosa de Porcelana projecta editar em 2017, no mínimo 18 livros que vão para além dos autores de Cabo Verde e Portugal e poesias e abrir-se para a literatura-mundo, miscelâneas e literatura infanto-juvenil.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, para fazer a perspectiva do ano 2017, o proprietário e editor da editora também registada em Portugal e Macau, Filinto Elísio, considerou o ano de 2016 de « razoável fôlego », apesar de não terem alcançado a meta de editar 12 livros.

Mesmo não tendo alçando a meta definida, que era editar 12 livros, lembrou que foram editados oito em 2016 e que a Rosa de Porcelana assumiu que o melhor desafio era fazer, « com rigor e prazer, bons livros e bons lançamentos ».

O ano de 2016, no qual tiveram como palco de lançamento dos seus livros Portugal, Cabo Verde, Angola, França e Bélgica, no dizer daquele responsável, foi ainda um ano em que se consolidaram como editora cabo-verdiana e tendo aberto portas para outros autores « não cabo-verdianos », sendo o primeiro o escritor português José Luís Peixoto.

« Cartas de Amílcar Cabral a Maria Helena: a Outra Face do Homem » (organizado por Iva Cabral, Márcia Souto e Filinto Elísio), « Silvenius – Antologia Poética » (de Arménio Vieira), « Gritos no Silêncio » (de Jacob Vicente), « Zen Limites » (de Filinto Elísio), « Estrangeiras » (de José Luís Peixoto).

Ainda « Novos Subsídios para a História de Cabo Verde » (de Daniel Pereira), « O Escravo e Epístolas A, de José Evaristo de Almeida: Edição Crítica » (organizado por Elvira Reis) e « Terra, Pão e Mar » (de Djosa).

De acordo com Filinto Elísio, o catálogo editorial da Rosa de Porcelana é « diversificado », e vai desde cadernos: poesia, prosa/drama e ensaio, mas este ano vão abrir mais cadernos como a literatura-mundo, miscelâneas e literatura infanto-juvenil.

Em relação à investigação, Filinto Elísio fez saber que têm três ou quatro obras, num universo de 15 títulos em três anos.

« Até esta, a poesia tem tido um grande espaço nas nossas edições, mas não nos resumimos a ela. Vamos dar mais atenção aos romances e aos ensaios », acrescentou.

Já para 2017, ano em que comemoram quatro anos de existência, asseverou que a editora pretende « dar o grande salto quantitativo e qualitativo » trazendo novidades como a edição de um livro do poeta chinês Jidi Majia e outra da poetisa brasileira Christina Belinski.

Ainda vai dar à estampa a mais uma edição crítica sobre a Claridade, um livro de postais das viagens de Amílcar Cabral, e o ano será « fechado » com um álbum artístico de nome « Private Zoon: Tempos dos Bichos », com grafismo, fotografia e infografia do artista plástico Mito Elias e poesia de Arménio Vieira.

Ainda em 2017, têm previsto ainda lançamento de um livro sobre o desenvolvimento africano do angolano Adebayo Vunge e short-stories de João Lopes Filho, que este ano comemora 40 anos de escrita, assim com o projecto de narrativa histórica de António Correia e Silva e Zelinda Cohen.

No dizer de Filinto Elísio que também é escritor, o ano de 2017 também vai ser um ano em que a Rosa de Porcelana vai apostar em parceiras, nomeadamente com a Câmara Municipal do Sal, a ASA e a Curadoria de José Luís Peixoto, o Festival de Literatura-Mundo do Sal.

Também vão consolidar a parceria com os mecenas cabo-verdianos, dando-lhes mais visibilidade nas novas plataformas em criação.

« Igualmente, já estamos a cogitar a edição de materiais educativos e técnicos, bem como de produtos multimédia de carácter educativo e cultural. Também será um ano de novas parcerias que nos levarão a publicar E-Books », revelou.

Antecipou igualmente que vão realizar algumas edições em língua inglesa, lançar uma revista online de Arte, Letras e Tecnologias, sendo-lhe já possível vendas online de todos os seus livros, através da sua distribuidora Europress.

Rosa de Porcelana Editora (que tem nome de uma flor também conhecida por Bastão-do-imperador ou Flor-da-redenção, e com o nome científico Etlingera elatior) nasceu em São Tomé e Príncipe, na sequência de uma residência artística que acolheu Filinto Elísio e Márcia Souto.

« A ideia era lançar uma editora diferente em que os editores, sendo também autores, dessem o seu contributo em Cabo Verde (e não só) para a fruição da leitura. Entretanto, já residentes em Portugal, a editora aderiu a um projecto de internacionalização que o formatou para todo o mercado lusófono, a partir de Portugal e de Cabo Verde », disse o editor.

Para Filinto Elísio, a criação da Rosa de Porcelana foi um momento de viragem, isto é, vários mecenas em Angola, Cabo Verde e Portugal, bem como outros parceiros têm apostado nas edições da Rosa de Porcelana.

« Outro diferencial tem sido o estrito cumprimento dos direitos de autor e da promoção dos parceiros », enfatizou.

FM/ZS

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