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Guiné-Bissau: Nú Barreto em Bissau para captar gritos contra instabilidade crónica


  15 Janvier      37        Arts plastiques (78), Photos (21144),

   

Bissau,15 Jan 16(ANG) – O artista plástico guineense Nú Barreto regressou esta semana à terra natal para captar os gritos de desabafo da população contra a instabilidade crónica do país.

« São gritos de desabafo. A situação da minha terra não permite danças. Convém gritar » para quem de direito perceba que « são horas de nos deixarmos de brincadeira e irmos para a frente », referiu o artista à Lusa.

Nú usa uma máquina fotográfica como arma de intervenção cívica ao longo desta semana, em Bissau, fotografando no exterior os residentes enquanto gritam para a câmara, para depois criar pinturas ou outros trabalhos inspirados nessas imagens.

« Não tenho forças para ir atacar a assembleia ou torcer o cotovelo às pessoas que deviam responder pela situação do país, mas, gritando é uma forma de o artista participar e dizer: ‘olha, basta’. »
No caso, « crianças, jovens, idosos, todos são bem-vindos » ao trabalho « Gritos » de Nú Barreto.

« Já que aqui não há paredes para exposições, pronto: faremos a mostra num outro país, onde haja paredes e luzes para mostrar » o trabalho.

Tal como os residentes, Nú também desabafa: « as coisas boas e bonitas que temos, mostram-se lá fora. Nós, guineenses, que cá estamos, não podemos ver », lamentou o artista.

« Se existisse um dicionário guineense, de crioulo, não devia existir nesse dicionário a palavra desenvolver », acrescentou.

Nú Barreto está há 26 anos em França, onde tem um atelier em que cria as suas pinturas, trabalha fotografias e realiza montagens em telas das mais variadas dimensões.

Os seus trabalhos têm passado por dezenas de exposições individuais e colectivas à volta do globo.

« Nú é claramente um dos artistas que hoje tem maior percurso em termos de galerias um pouco por todo o lado », referiu António Costa Valente, produtor do filme em rodagem e que esta semana acompanha o artista no trabalho em curso em Bissau.

O documentário acaba por ser também « uma forma de olhar para o país através de uma coisa mais profunda, como é a arte », concluiu.

ANG/Lusa.

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