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Hospital Agostinho Neto já tem rede reposta e já está a funcionar na normalidade, garante director


  7 Décembre      20        Santé (8714),

   

Cidade da Praia, 07 Dez (Inforpress) – Os serviços do Hospital Agostinho Neto, afectados na sequência do ataque cibernético à rede electrónica e tecnológica do Estado (RETE) já estão repostos e já funcionam normalmente, conforme garantiu hoje o director do estabelecimento, Imadoeno Cabral.
Segundo Imadoeno Cabral o problema afectou sobretudo os serviços da central de consulta e levou à suspensão das marcações das consultas externas e dos exames complementares.
“Durante os primeiros dias fomos gravemente afectados, mas já retomamos e, neste momento, estamos a funcionar dentro da normalidade”, disse, precisando que o problema que havia na rede foi solucionado desde a semana passada.
O responsável negou, entretanto, que o problema tenha provocado atraso nos salários dos funcionários do hospital, como foi veiculado, esclarecendo que o salário já tinha sido pago mesmo antes de a rede ter sido suspensa.
“Já havíamos feito o pagamento dos salários desde antes do final de mês. Então os salários já tinham sido transferidos para as contas das pessoas. Houve constrangimentos nos serviços da central de consulta mas neste momento estamos a funcionar normalmente”, indicou.
Os hospitais e os centros de Saúde constavam da lista das entidades prioritárias do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), gestor da rede, juntamente com os serviços das Finanças, da Casa do Cidadão, bem como, dos Registos, Notariado e Identificação (RNI).
Na semana passada o presidente do conselho de administração do NOSI, Carlos Pina, tinha adiantando que a reposição dos serviços iria ser gradual.
Algumas instituições ligadas à rede electrónica e tecnológica do Estado já estão a funcionar normalmente, mas há outras ainda cujos serviços de atendimento estão totalmente paralisados como são os casos das Câmaras Municipais.
O ataque, que aconteceu na madrugada do dia 26 de Novembro, acabou por bloquear toda a estrutura de autenticação e alguns sistemas de prestação de serviços online.
O presidente do NOSI adiantou ainda que evidências recolhidas mostram que o ataque começou há já algum tempo, através dos chamados “phishing” que, de uma forma muito passiva, através de email dos utilizadores, acabam por usurpar as identidades e com ficheiros de anexos que, depois de abertos, começam a actuar na rede à procura dos pontos mais frágeis para actuar.
Carlos Pina adiantou ainda que foi criada uma equipa de crise constituída pelo NOSI, duas entidades internacionais e a Procuradoria-Geral da República que accionou a Interpol para juntos reporem os serviços públicos e em simultâneo fazer uma investigação forense.
A Inforpress tentou, sem sucesso, contactar o NOSI para saber que avanços foram alcançados até este momento.

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