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ICIEG lamenta morte de jovem assassinada em Santa Cruz e apela celeridade na actuação em casos de denúncia


  6 Août      17        Société (22807),

   

Cidade da Praia – A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) lamentou hoje a morte da jovem de 17 anos, assassinada em Santa Cruz, pedindo ainda maior celeridade na actuação em casos de denúncia.
Em declarações à Inforpress, Rosana Almeida disse que o caso está a ser seguido de perto pelo ICIEG, lamentando a forma como “a jovem mulher” foi assassinada, apesar de todo um trabalho que se tem feito a nível da violência no namoro.
Segundo apontou, a aposta terá que ser cada vez mais intensa, explicando que o ICIEG tem estado a trabalhar com líderes comunitários, com escolas, avançando que só no ano passado foram formados mais de 400 alunos e professores para a questão de violência no namoro.
“Mas há ainda um trabalho muito mais profundo que terá que ser feito, uma desconstrução, inclusivamente, na forma como nós educamos os nossos filhos em casa, como estamos a educar o rapaz, na forma como ele encara o facto de ser homem”, destacou, frisando que este caso assume outros contornos, das quais não pode avançar ainda, porque está sob investigação.
A responsável sublinhou que gostaria que a Associação Laço Branco reactivasse e, de facto, se possa, em conjunto, fazer um trabalho muito mais profundo.
“Acho que o que devemos fazer rapidamente é começarmos a trabalhar a desconstrução de estereótipos de géneros que existe em Cabo Verde”, ressaltou.
Conforme atestou, apesar de a juventude não aceitar a violência no país, ainda assim se regista um trabalho que terá que ser feito a volta de novas masculinidades, uma luta comum.
“Sugiro que a violência no namoro seja tema central nas primeiras semanas de aulas, caso começarem num estado normal, julgo que é uma matéria que queremos propor de fundo, porque lá estão alunos e adolescente e são eles que devem estar preparados e terem conhecimentos para ultrapassar esses problemas”, ajuntou.
Rosana Almeida revelou ainda que o ICIEG procurou junto da Polícia saber se havia queixa feito pela vítima ou não, acabado por constactar que houve sim, registado desde do mês de Junho e que, de acordo com informações policiais, no dia 07 de Agosto, a vítima e o agressor seriam ouvidos no tribunal da localidade.
Apesar da boa articulação com a Polícia e o Ministério Público, declarou, esse trabalho só terá sucesso se as outras instituições agirem com celeridade necessária para salvar vítimas.
“Quando vejo a vida de uma jovem ser ceifada num caso que, de facto deu entrada na Polícia, e que ia ser ouvida em dois dias, é motivo de reflexão e questionar que mecanismos teremos que implementar para que as respostas sejam cada vez mais céleres”, realçou.
No entanto, reforçou que caso a Polícia detectasse o nível de risco elevado da situação da vítima, automaticamente ela estaria sob protecção, lamentando que isso não tenha acontecido.

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