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IPC lamenta impossibilidade de apresentar três dossiês de candidatura à Unesco em 2021


  29 Décembre      16        Arts & Cultures (1386),

   

Cidade da Praia, 29 Dez (Inforpress) – O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Jair Fernandes, considerou hoje ser um “amargo de boca” o facto de o País não poder apresentar, em 2021, três dossiês de candidatura a património da humanidade.

Trata-se dos dossiês de candidatura do ex-Campo de Concentração do Tarrafal, no município do Tarrafal, dos parques naturais de Santo Antão, detentora do prémio internacional ‘Mélina Mercouri’ da Unesco, e o dossiê de candidatura da Tabanca, que devido ao corte orçamental do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas para 2021 “ficaram de fora”.

“É um amargo de boca (…). Não digo que seja frustrante, mas para os técnicos e para a instituição é sempre um projecto cujo desfecho estávamos ansiosos de que seria positivo, mas vamos ter que adiar”, lamentou Jair Fernandes, em entrevista à Inforpress.

O presidente do IPC lembrou que no âmbito do processo de ex-Campo de Concentração do Tarrafal, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, tinha previsto assinar no passado mês de Maio um protocolo com Portugal para assistência técnica e dar assim início ao dossiê.

Da mesma forma tinha sido identificada uma equipa nacional e uma equipa de ‘expert’ internacional da Unesco, que também já estava pronta para vir para Cabo Verde para dar continuidade ao processo.

Relativamente à candidatura dos parques naturais de Cova, no concelho do Paul e da Ribeira da Torre, no concelho de Ribeira Grande, ambos na ilha de Santo Antão, informou que já tinham iniciado o processo com o Escritório Regional da Unesco, mas que “infelizmente o dossiê acabou por ser secundarizado em função das prioridades”.

Por último, com o projecto de candidatura da tabanca a património da humanidade adiantou que já tinha feito algum trabalho junto dos grupos da tabanca, como o inventário nacional da tabanca e criado o plano de salvaguarda.

“Infelizmente, não havendo condições financeiras para preparação e apresentação dos dossiês teremos que reanalisar, não só na perspectiva metodológica, mas também na própria perspectiva orçamental”, precisou.

Entretanto, avançou que o IPC está a finalizar a primeira fase de reabilitação de alguns espaços museológicos, como é o caso do Centro Interpretativo da Tabanca de Lém Cabral, em Santa Catarina, que será inaugurado já no início do próximo ano.

Para além desta inauguração, adiantou que na primeira quinzena do mês de Janeiro de 2021 será entregue o ex-Campo de Concentração do Tarrafal “devidamente reabilitado”.

“Não iremos conseguir implementar a 100 por cento (%) o projecto museológico, isso atendendo ao grande corte orçamental, impulsionada de forma negativa pela não aprovação do aumento do tecto da dívida pública do País, cujo impacto sentiremos aqui nos projectos que já tínhamos referenciado”, lamentou.

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