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Ministro diz que ilha Brava pode ser a capital da cultura em Cabo Verde


  6 Août      20        Politique (11356),

   

Nova Sintra, 06 Ago (Inforpress) – O ministro-adjunto do primeiro-ministro para Integração Regional, que detém a pasta da conexão do Governo com as câmaras municipais, Rui Figueiredo Soares, afirmou hoje que a ilha Brava pode ser a capital da cultura do País.

O governante falava à imprensa, no final da apresentação do Plano Estratégico Municipal do Desenvolvimento Sustentável da Brava, considerando o documento como sendo “importantíssimo”.

Segundo a mesma fonte, o documento possui uma “importância fulcral” para o desenvolvimento da ilha nos próximos anos e que “define a estratégia para a Brava estar e acertar a sua hora com Cabo Verde e com o mundo”.

Enquanto membro do Governo e responsável pela ligação com as autarquias locais, sublinhou que tem reiterado que todos os municípios devem estar na ordem do dia e que isto significa fazer uma “discriminação positiva”.

Ou seja, explicou que os municípios que até hoje têm estado menos agraciados com as grandes questões do desenvolvimento devem merecer uma “atenção especial”, tendo em conta as dificuldades que conheceram no processo do seu desenvolvimento.

Nesta lista dos municípios, incluiu os concelhos da Brava, de São Nicolau e Maio.

Sublinhou que a Brava, num espaço de 50 anos, perdeu a volta de 28 por cento (%) da sua população, o que “diz tudo em relação ao município, os seus desafios, e em relação àquilo que se pode fazer”.

O ministro comprometeu-se a levar os dados apresentados no documento, para “alavancar ainda mais o desenvolvimento da Brava”.

De acordo com Rui Figueiredo Soares, o que é preciso agora é “dar corpo” e executar aquilo que se encontra no Plano, elencando as “grandes infra-estruturas que já estão a ser feitas pelo Governo, mas também da câmara municipal, que em sinergia, está a trabalhar para que a Brava possa desenvolver-se.

“A Brava pode ser a capital da cultura em Cabo Verde, por aquilo que a morna representa como embaixadora da nossa cultura e da nossa música e a Brava no contexto da música com a figura do Eugénio Tavares pode ser uma capital da cultura”, defendeu o ministro.

Mas, antes de pensar na capital da cultura, evidenciou que é preciso trazer desenvolvimento, resolver o problema da água, e o problema do desencravamento das localidades, entre outros.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, considerou o acto como sendo um encontro que “solidifica e demonstra a grande coesão e a ligação” entre os municípios e o Governo.

Com a apresentação do Plano, avançou que o ministro terá que, conjuntamente com os poderes locais, fazer com que o Governo aumente a sua discriminação positiva com a Brava em relação a projectos estruturantes e à mobilização de mais recursos para materializar uma “Brava melhor e mais atractiva”.

Esta Brava, segundo o edil, “obrigatoriamente tem de ter projectos e programas para a fixação da sua população” que, lembrou, historicamente é atraída para os Estados Unidos da América e como uma consequência do desenvolvimento da educação que houve na ilha.

Relembrou que a Brava, em 1999, teve a sua primeira turma do 12º ano e logo após iniciou-se o processo dos alunos estudarem nas universidades, mas o desenvolvimento económico da ilha não conseguiu produzir empregos qualificados para estes jovens bravenses, obrigando-os a fixar em outros municípios ou em outros países.

Citando as estatísticas sobre a ilha, sublinhou que em 2000 os dados apontavam para menos 7.000 habitantes, diminuindo em 2010 para perto dos 6.000 e agora há dados que apontam para menos de 5.500 habitantes.

Daí, avançou que a materialização do Plano e a resolução das questões “estruturantes” da Brava contribuirão para a fixação da população e fazer com que a ilha seja um factor de desenvolvimento no geral.

“A Brava tem todas as características para se afirmar com um turismo da natureza e cultural de excelência e singular em Cabo Verde. Não, não queremos um turismo de massa”, concluiu o autarca.

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