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Movimento de cidadãos aponta Hélio Sanches como “pessoa de carácter inatacável” para a Presidência da República


  10 Novembre      9        Politique (13004),

   

Cidade da Praia, 10 Nov (Inforpress) – O porta-voz do movimento de cidadãos que promove a candidatura de Hélio Sanches à Presidência da República disse segunda-feira que o grupo pretende que este órgão de soberania seja presidido por uma pessoa, cujo carácter é “inatacável”.
“O MACHS [Movimento de Apoio à Candidatura de Hélio Sanches a Presidente da República] quer na Presidência da República (…) uma pessoa com capacidade de trabalho, sentido de responsabilidade, compromisso e lealdade com as causas”, afirmou Edson Ribeiro, acrescentando que o candidato proposto reúne “todas essas qualidades” que podem ser colocadas ao serviço dos cidadãos e de Cabo Verde.
Para os promotores da referida candidatura, é preciso ter na Presidência alguém que se preocupe com os “valores humanísticos” e lute para que estes sejam como “essenciais para a coesão e justiça social”.
Segundo o porta-voz do grupo, o MACHS é expressão de uma “geração comprometida com os valores da democracia, da liberdade e da justiça social” e que sonha com Cabo Verde como País “desenvolvido e próspero”.
Durante a apresentação pública, este grupo de cidadãos reiterou o seu a apelo a Hélio Sanches no sentido de aceitar o “desafio de se candidatar a Presidente da República”, porque, pelo perfil, “merecerá todo o apoio e a confiança dos cabo-verdianos residentes e na diáspora”.
Edson Ribeiro revelou durante a conferência de imprensa que o MACHS dispõe de núcleos e antenas locais em todos os concelhos do País e na diáspora, assumindo-se, assim, como um “movimento de dimensão nacional”.
O movimento, argumentou o porta-voz, defende que é dever dos cidadãos “livres e comprometidos com os destinos deste País” contribuir para que a actividade pública “não seja reservada, apenas, a uns eleitos ou predestinados, com base numa falsa crença, cuja explicação assenta no tem de ser ou assim terá de ser”.
Na perspectiva do grupo, Cabo Verde precisa “mudar de paradigma, sobretudo num contexto de grande incerteza”, e o MACHS se prepara para dar uma “contribuição positiva”, trabalhando para que o futuro do País “seja protagonizado por aqueles que o povo cabo-verdiano, em cada momento, entender como o mais capaz e se identifica com as aspirações mais profundas da nação cabo-verdiana”.
Edson Ribeiro indicou, por outro lado, que, nos próximos tempos, o MACHS vai promover actividades que visem “mobilizar cidadãos” em prol dos ideais do movimento para demonstrar que a sociedade civil, quando organizada, “pode determinar e decidir o futuro de qualquer colectividade”.
Instado se Hélio Sanches, que é deputado eleito nas listas do Movimento para a Democracia (MpD, poder), já aceitou o convite, respondeu que “ainda não há resposta” por parte do parlamentar.
Admitiu, porém, que o grupo já contactou com o candidato presidencial de sua preferência.
“Nós não sabemos se o dr. Hélio, efectivamente, irá ou não aceitar o nosso desafio”, ressaltou.
Sobre eventuais apoios por parte dos partidos políticos, adiantou que em “momentos próprios” irão analisar, mas que o “apoio maior” com que contam é o da sociedade civil.
Contactado pela Inforpress, Hélio Sanches declarou que se sente “honrado” com iniciativa do grupo de cidadãos que quer vê-lo na Presidência da República, prometendo que, “brevemente”, vai dar uma resposta àquele movimento de apoio.
“Vou reflectir e dentro de dias darei uma resposta ao grupo”, concluiu, lembrando que as eleições presidenciais são suprapartidárias.
Entretanto, se decidir avançar, prometeu, vai falar com o partido pelo qual é deputado nacional.
Na última Convenção do partido, conforme realçou, deixou de ser dirigente por “decisão própria”.
O ex-primeiro-ministro e antigo presidente do PAICV José Maria Neves é um dos prováveis candidatos às presidenciais de 2021 e, em entrevista recente à Agência Lusa, voltou a referir-se a uma “possibilidade muito forte” de ser candidato.
Por sua vez, Carlos Veiga, um outro antigo chefe do Governo e, também, ex-presidente do MpD, é apontado como potencial candidato às eleições presidenciais do próximo ano.
Instado sobre esta possibilidade, no telejornal da televisão pública deste domingo, Veiga garantiu que dentro de pouco tempo vai anunciar aos cabo-verdianos se é ou não candidato presidencial.

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