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Música: Mário Lúcio regressa depois de sete anos com novo CD a solo intitulado “Funanight”


   

Cidade da Praia, 07 Mar (Inforpress) – O músico e compositor natural de Tarrafal de Santiago, Mário Lúcio vai pôr no mercado no dia 15 de Março mais um trabalho discográfico da sua carreira, intitulado “Funanigth”, que sucede “Kreol” lançado em 2010.
Segundo uma nota enviada à Inforpress, neste álbum, o quinto da sua carreira, o artista que estava afastado do estúdio desde 2010 faz uma homenagem ao Funaná, género musical tocado com gaita (acordeão diatónico) e ferrinho (uma barra de ferro, em forma de cantoneira, tocada com uma faca – percussão que nasceu na ilha de Santiago, Cabo Verde, por volta do séc. XIX.
“Para apresentar este novo trabalho – uma viagem-homenagem ao Funaná e aos seus mestres, nos seus mais diversos estilos, e que vai também ao encontro à world music – já chegou às rádios do país o single Tema de Minis Funaná”, lê-se na nota.
A mesma fonte informa ainda que “Funanigth” que já está disponível para pré-venda nas plataformas online foi gravado e mixado no Molatoing Estúdio, em Rio de Janeiro (Brasil), este tema tem duas outras versões com títulos diferentes: Onti (á capella) e Oxi (remix), que abrem e fecham o disco.
Para as plataformas de audiovisual será disponibilizado muito em breve o vídeo deste tema, produzido em parceria pela Prisma Vídeos e Mon de Anjo.
O show de lançamento acontece a 24 de Março, no Auditório Nacional Jorge Barbosa, na Cidade da Praia.
Mário Lúcio nasceu em Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde. Começa desde cedo no mundo na música, sendo que aos 14 anos faz parte da banda Abel Djassi.
Forma-se em Direito pela Universidade de Havana, mas a música será o seu primeiro objectivo. Mais tarde funda o grupo Simentera e grava os álbuns: Raiz (1995), Barro e Voz (1997), Simentera (1999), Tr’aditional (2002).
A sua carreira a solo seria então inevitável e grava: Mar e Luz (2004), Ao Vivo e Aos Outros (2006), Badyo (2008), Kreol (2010). Percorre então os palcos dos vários continentes e grava com os mais conceituados nomes da música mundial.
Resultado de vários projectos ligados à música, dos quais foi mentor, com destaque para a AME – Atlantic Music Expo – que põe de pé juntamente com o Ministério da Cultura, que lidera como ministro da Cultura – de 2011 a 2016 -, em 2014 é distinguido como Personalidade Womex.
Na área da literatura, publicou “Nascimento de Um Mundo” (poesia, 1990); “Sob Signos da Luz” (poesia, 1992), “Para Nunca Mais Falarmos de Amor” (poesia, 1999), “Os Trinta Dias do Homem Maïs Pobre do Mundo” (Prémio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa), “Vidas Paralelas” (2002), “O Novíssimo Testamento” (Prémio Carlos de Oliveira, Portugal).
Ainda “Biografia do Língua” (Prémio Miguel Torga – Cidade de Coimbra 2015): “Adão e As Sete Pretas de fuligem” (teatro, 2001), “Saloon”, (2002), “Sozinha não Palco” (2004), “Vinte e Quatro Horas na Vida de Um Morto” (2006), “Um Homem, Uma mulher e um Frigorífico” (2007), “Adão e Eva” (teatro).
É ainda membro da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL).
FM/FP
Inforpress/Fim

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