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Novo ministro dos Negócios Estrangeiros vai continuar o processo de abertura das embaixadas, governante


  15 Janvier      20        Politique (15333),

   

Cidade da Praia, 15 Jan (Inforpress) – O ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades e ministro da Defesa, Rui Figueiredo, empossado hoje, afirmou que vai dar continuidade ao processo de abertura das embaixadas de Cabo Verde na Guine Bissau e na CEDEAO.
Rui Figueiredo, substitui no cargo Luís Filipe Tavares, que pediu demissão na sequência da polémica da nomeação do empresário português Caesar DePaço no cargo de cônsul de Cabo Verde na Flórida, apontado em uma reportagem da televisão privada portuguesa SIC, como patrocinador do Chega, com ligações à extrema-direita, sublinhou que o Governo já vinha trabalhando nesse dossier.
“Nós temos esse desígnio agora na parte final legislatura. Estamos a insistir no sentido de termos essas duas representações diplomáticas que serão importantes, sendo que na Guiné-Bissau, tendo em conta as nossas relações antigas com o país irmão, faz todo o sentido”, referiu.
Adiantou que na Nigéria a embaixada terá este papel importante junto do próprio país, mas também ao nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o que será “muito importante” para a integração efectiva de Cabo Verde na comunidade.
Na ocasião, reconheceu que terá apenas três meses para concluir esse dossiê, mas sublinhou que não haverá grandes alterações, graças a “forma brilhante” como Luís Filipe Tavares desempenhou as suas funções que e deu uma “lufada de ar fresco” na política externa cabo-verdiana.
Adiantou que o ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, irá acompanhar o Presidente da República na viagem a Guiné Bissau, prevista para o dia 18 de Janeiro.
Para o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, Rui Figueiredo tem uma experiência governativa e irá desempenhar as suas funções tendo em conta as prioridades do Governo, que passa pela abertura da embaixada de Cabo Verde na Guine Bissau e na Nigéria junto da CEDEAO.
“Continuar o nosso trabalho junto dos nossos parceiros de desenvolvimento, particularmente nessa fase muito exigente de combate ao covid-19”, apontou o chefe do Governo, que adiantou que Rui Figueiredo irá continuar com a pasta da Integração Regional.
“São áreas que se complementam a integração regional e os negócios estrangeiros, particularmente naquilo que é a nossa prioridade, que é concretizar a vontade política de abrir a embaixada na Guiné-Bissau por pertencer a CPLP e pelas relações históricas, e na CEDEAO, pela nossa integração regional”, indicou.
Rui Alberto de Figueiredo Soares, doutorado em Ciências Jurídico-Civis e mestre em Psicologia e Ciências da Educação, foi deputado da Nação, eleito pelo círculo eleitoral de São Vicente, presidente da direcção do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), cargo a que foi eleito, pela primeira vez, em Abril de 2016.
Figueiredo já exerceu cargos de ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, ministro da Saúde, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, embaixador Plenipotenciário de Cabo Verde em Paris, chefe de Unidade da UNESCO e participou em várias missões de terreno, em particular para a Cultura da Paz em situações pós-conflito.

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