GNA Validation workshop on the updated child marriage toolkit opens in Kumasi GNA Hogbetsotso-Za 2020 postponed due to the Covid-19 Pandemic GNA President inspects works on COVID-19 treatment Centre GNA John Mahama is a man of his word” — Prof. Opoku-Agyemang GNA Exemplary Leadership must be reincarnated – Former Lecturer GNA CAGD launches “treasury hour” to enhance staff professionalism GNA Minority Leader inaugurates CHPS Compound at Kakpagyili GNA Journalists urged to intensify reportage on cocoa sector Inforpress Inpharma doa cinco toneladas de solução de desinfectantes ao Governo de Cabo Verde Inforpress José Pedro D´Oliveira elege reforço das relações culturais e trocas comerciais como prioridade da sua missão no Brasil

ONU/Recusada amnistia a grupos da RDC como “recompensa a assassinos”


  3 Septembre      11        Société (22925),

   

Bissau, 03 Set 20 (ANG) – A representante da ONU na República Democrática do Congo (RDC) recusou quarta-feira a amnistia prévia e integração no exército regular dos grupos armados como forma de instaurar a paz e a estabilidade no leste do país.

« Não devemos amnistiar », disse Leila Zerrougui, questionada numa conferência de imprensa sobre o fracasso dos chamados programas « DDR » (desarmamento, desmobilização, reintegração) de combatentes de grupos rebeldes na RDC.

« Amnistia significa dizer que os factos nunca existiram », continuou a diplomata argelina, evocando a sua experiência como magistrada.

« Viram como eles cortam pessoas em pedaços nas aldeias? », acrescentou, referindo-se aos massacres atribuídos às Forças Democráticas Aliadas (ADF) no Kivu Norte e ao Codeco (Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo) em Ituri.

Leila Zerrougui chamou a atenção para as vítimas, sublinhando que « as pessoas que cometem crimes graves devem ser responsabilizadas pelos seus actos » e que, embora « a sociedade possa decidir » perdoar, « tem de haver alguma forma de justiça ».

Dezenas de grupos armados, congoleses mas também de origem ugandesa, ruandesa ou burundesa, estão a ameaçar civis nas três províncias do leste da RDC (Ituri, Kivu Norte e Kivu Sul).

Há apenas um ano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, numa visita a Goma, convidou os grupos armados a deporem as armas, recuperando um apelo do Presidente, Felix Tshisekedi, aos grupos armados.

A rendição é, no entanto, complicada pela falta de recursos das autoridades.

« O governo congolês não tem um programa sério de DDR para acompanhar o apelo do chefe de Estado aos vários grupos armados », lamentaram os antigos rebeldes M23 numa declaração a 29 de Agosto.

A representante da ONU criticou os « senhores da guerra » que afirmam defender a sua comunidade mas que pensam « apenas na amnistia e na patente » que esperam obter no exército regular em troca da sua desmobilização.

« Não podemos continuar a recompensar assassinos. Não podemos recompensar o crime », disse.

« Temos de parar esta integração sistemática no exército e esta distribuição de patentes », acrescentou.

Dans la même catégorie