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Órgão da ONU pede medidas urgentes para proteger pessoas das redes do tráfico humano


  31 Juillet      11        Santé (7457),

   

Cidade da Praia, 31 Jul (Inforpress) – A directora executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC) pediu acções urgentes dos governos para a protecção das pessoas mais vulneráveis das redes do tráfico de pessoas, sobretudo, nesta época da Covid-19.
Ghada Waly, que fez esse apelo na sua mensagem alusiva ao Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, que se assinala a 30 de Julho, afirmou ainda que todos os dias, em todos os países do mundo, os traficantes de seres humanos exploram as pessoas em busca do lucro.
“Os pobres e os vulneráveis estão em maior risco. Mais de 70% das vítimas de tráfico que são detectadas são mulheres e meninas, enquanto quase um terço são crianças. A crise agravou os serviços sociais públicos, complicou o trabalho dos sistemas de aplicação da lei e de justiça criminal e dificultou o pedido de ajuda por parte das vítimas”, disse.
Perante este cenário, Ghada Waly acrescentou, por outro lado, que a perda de empregos, o aumento da pobreza, o encerramento das escolas e o aumento das interacções on-line estão também a contribuir para o aumento das vulnerabilidades e a criar oportunidades para grupos do crime organizado.
Na sua mensagem, a responsável realça ainda que, mesmo nestes tempos difíceis, o “melhor da humanidade vem de cima, com heróis da linha de frente, homens e mulheres que arriscam as suas vidas e fazendo de tudo para fornecer apoio essencial às vítimas do tráfico de pessoas.
Por esta razão, Ghada Waly referiu que tema do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas para 2020 concentra-se nos profissionais que estão na linha de frente – assistentes sociais, inspectores de trabalho, agentes da lei e promotores, funcionários da saúde e de ONG que identificam vítimas -, ou seja, os que ajudam na busca pela justiça e na reconstrução de vidas.
Avançou ainda que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime apoia a missão desses profissionais, canalizando recursos para ajudar as vítimas, fornecendo equipamentos de protecção a unidades e abrigos de combate ao tráfico e ajudando os Estados-Membros a mitigar o impacto da pandemia nas respostas anti-tráfico.
A ONUDC, explicou, também administra o Fundo Fiduciário Voluntário da ONU para Vítimas de Tráfico de Pessoas, especialmente mulheres e crianças, que apoia ONG no fornecimento da assistência directa a 3.500 vítimas por ano, em mais de 40 países.
Neste âmbito, convidou os governos e o sector privado a doarem para o Fundo Fiduciário, e apelou às pessoas para que demonstrem o seu apoio, ao se unirem à campanha “Coração Azul” do ONUDC contra o tráfico de pessoas.
No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, e na resposta e recuperação da Covid-19, Ghada Waly aproveitou a data para saudar e apoiar os profissionais na linha de frente que dão esperança para as vítimas do tráfico.
“Através da reafirmação dos direitos e da dignidade de todas as pessoas, podemos construir um futuro melhor, de maneira mais inclusiva e sustentável”, concluiu.
Por sua vez, o Papa Francisco assinalou o Dia Mundial contra o tráfico de pessoas, considerando-a como “uma ferida no corpo da humanidade contemporânea”.
“Agradeço de coração a todos aqueles que trabalham em favor das vítimas inocentes desta comercialização da pessoa humana. Há muito ainda a ser feito”, escreveu Papa Francisco, no Twitter.
Segundo dados da ONU, cerca de 40 milhões de pessoas são vítimas do tráfico de seres humanos, sendo que 71% do total são mulheres e meninas.

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