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Parlamento: MpD acusa PAICV de lançar desinformação sobre aval de 100 milhões de escudos concedido à CVA


  11 Novembre      4        Politique (13106),

   

Cidade da Praia, 11 Nov (Inforpress) – O Grupo Parlamentar do MpD acusou hoje o PAICV (oposição) de ter lançado uma campanha de desinformação nas redes sociais, tentando colocar os cabo-verdianos contra a decisão do Governo em conceder aval à Companhia Aérea Cabo-verdiana (CVA).
Durante uma declaração política na sessão parlamentar que hoje arrancou, a líder do grupo parlamentar, a deputada Joana Rosa, disse que o PAICV ao invés de situar-se ao lado da verdade, de defender os interesses do país, enquanto uma oposição responsável, prefere desinformar as pessoas.
“Abocanha-se de uma estratégia que em nada contribui para o desenvolvimento do país e nem contribui para que condições sejam criadas visando recolocar a nossa companhia de bandeira a funcionar, com a abertura das fronteiras prevista para breve”, disse.
Joana Rosa salientou que não há um único cabo-verdiano de bom senso que não tenha entendido e compreendido os efeitos nefastos da covid-19 na aviação civil em Cabo Verde e no mundo inteiro.
Por outro lado, sustentou que a privatização da TACV foi a melhor opção que qualquer governo responsável deveria tomar, e realçou os resultados conseguidos pela companhia desde a privatização até ao início da pandemia da covid-19.
“Após a privatização da TACV em 2019, o Relatório da Política Monetária do BCV é categórico em afirmar que o crescimento registado em 2019 ficou a dever-se, sobretudo, ao significativo aumento das exportações líquidas e do consumo privado. A CVA veio impulsionar os excelentes resultados da ASA, da CVHandling, das empresas petrolíferas, das empresas de catering e da diversificação da procura turística”, apontou.
Contudo, explicou que com a eclosão da covid-19 tudo “desmoronou-se” e a CVA viu os aviões imobilizados e deixou de facturar e de ter receitas. No entanto, disse, os custos com salários e com um conjunto de serviços fornecidos por terceiros mantiveram-se, obrigando a companhia a ter de recorrer a banca para fazer face às despesas.
Perante esta situação afirmou que o Governo não podia ficar sem fazer nada, e por isso predispôs-se de imediato a garantir os salários aos trabalhadores, tendo prestado um aval no valor de 100 milhões de escudos.
“Por detrás dos 100 mil contos estão 300 trabalhadores, que poderiam estar hoje desempregados e sem rendimento para as suas famílias”, disse, sublinhando que aquilo que o Governo tem feito está em linha com o que está a acontecer em quase todo o mundo.
“Todos os países têm vindo a apoiar e a financiar as companhias aéreas, porque com a covid, elas sozinhas não conseguem financiar os custos. Como exemplo, tomemos a TAP, companhia portuguesa privatizada, com participação do Estado. Com quase 600 milhões de euros de prejuízo, o Estado português aprovou, em 17 de Julho deste ano, a concessão de um empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP, para salvar a empresa”, exemplificou.
Joana Rosa afirmou, por isso, que PAICV “não tem moral e nem legitimidade ética” para criar “falácias e desdizer dos sucessos” conseguidos pela CVA no pós-2016, numa excelente missão de serviço à nação.
Em reacção à declaração política do MpD, o deputado Julião Varela do PAICV sublinhou que os avales aos TACV não iniciaram com a covid-19.
“É totalmente inverdade que os avales se deveram à covid-19. Na verdade em 2017 o Governo já tinha concedido um aval de 1,4 milhões de contos, em 2018 cinco milhões de contos, mais 4,2 milhões de contos em 2019, em 2020 mais 2,9 milhões de contos e neste momento os avales já ultrapassam os 12 milhões de contos”, precisou o deputado do PAICV.
Por outro lado, o deputado do principal partido da oposição afirmou que não se conhece as contas da empresa até agora e desafiou o Governo a apresentar as contas das empresas.
“Portanto, eu acho que é fundamental responderem para os cabo-verdianos até onde o Governo está disponível a levar os cabo-verdianos a sacrificarem para termos a TACV, porque neste momento a drenagem financeira é tão galopante que já preocupa a todos os cabo-verdianos”, anotou.
Julião Varela pediu ao MpD que aproveite essa oportunidade para clarificar quando é que os aviões vão regressar ao país, se o Governo já recebeu os 48 mil contos pela venda dos TACV e se a empresa continua a ter o certificado de operador aéreo.

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