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Peça de teatro “Segundo Sacrifício” estreia a 25 de Fevereiro


  15 Février      16        Arts & Cultures (1487),

   

Cidade da Praia, 15 Fev (Inforpress) – O grupo UMColetivoTeatro, de Elvas, Portugal, vai estrear a peça “Segundo Sacrifício”, do escritor cabo-verdiano João Vário, no próximo dia 25 de Fevereiro, no Auditório Nacional.
Em conferência de imprensa, realizada hoje, o director das Artes e Indústrias Criativas, Adilson Gomes, explicou que a vinda do colectivo de teatro português a Cabo Verde está inserida na parceria entre Cabo Verde e Portugal, iniciada em 2019, que visa trazer os autores cabo-verdianos para o teatro nacional.
Segundo o director, o espectáculo, que é um exemplar do escritor cabo-verdiano João Vário, é um trabalho colaborativo que envolve profissionais e artistas dos dois países e vai permitir trazer também outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para colaborar com Cabo Verde.
O espectáculo, que será construído em Cabo Verde, irá acontecer no Auditório Nacional, ocupado 2/3 do espaço disponível e irá respeitar todas as regras sanitárias impostas no âmbito da pandemia da covid-19.
“Temos a estreia prevista para o dia 25 de Fevereiro às 20:00, e contamos com a parceria da Televisão de Cabo Verde (TCV), que posteriormente irá partilhar e emitir o espectáculo uma vez que não conseguimos ir a outras ilhas, presencialmente”, informou.
Por seu turno, o encenador da peça, Herlaudson Duarte, disse que a ideia é trabalhar questões da humanidade, ou seja, que estejam relacionados com as desigualdades, desrespeito, racismo, descolonização, temas esses, que no seu entender, interpelam a todos.
“Aquilo que pensamos fazer a nível de sinopse, é um microtério, um lugar onde se fazem micropsias e aquilo que as actrizes ou a presença do homem faz é analisar uma série de memorias nossas, colectivas, e de todos os povos e essas memórias podem ser boas, mas, sangrentas, felizes, encontros e desencontros”, referiu.
Segundo o encenador, o espectáculo vai analisar sobre coisas do passado ver como é que essas memórias, que às vezes são desastrosas, podem fazer andar para frente, criar um novo dialogo, sistema de códigos para que os povos ou as pessoas possam seguir em frente, criar novo dialogo para a projecção de um projecto de percurso que levará a um lugar desconhecido, mas que poderá ser um bom lugar, sendo que surgiu num contexto de bom diálogo.
Cátia Tirrinca, directora artística, disse que a escolha recaiu sobre o escritor cabo-verdiano João Vário porque acreditam que a sua escrita tem a capacidade singular de colocar a todos como irmãos ao analisar um problema que é comum.
“Penso que o texto tem a capacidade de não centralizar esses problemas em cidadãos particulares, mas sim transversalmente sendo que são códigos emocionais de recusa, de frustrações, de lugares de periferia, às vezes até emocional, que, em vez de serem reconvocadas para a solidão, são reconvocadas para uma irmandade”, mencionou.
Aprazada para 25 de Fevereiro, o espectáculo conta com o figurino de Mizé e Ghislene, sonoplastia de Hundu e conta ainda com o apoio da Companhia de Teatro Fladu Fla.

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