ANP Ouverture des frontières terrestres au Niger : Les transporteurs interurbains reprennent progressivement le trafic vers l’international ANP Séance de questions d’actualité au Parlement : Quatre membres du Gouvernement interpelés devant le parlement ANP Niger : 7 nouveaux membres de la haute cour de justice prêtent serment devant le parlement GNA ECOWAS pushes launch of single currency to 2027 GNA ADB holds customer appreciation get-together APS LIGUE DE SAINT-LOUIS : LES INTERNATIONAUX APPORTENT LEUR SOUTIEN À AMARA TRAORÉ APS TAMBACOUNDA : UNE SUBVENTION DE PRÈS DE 14 MILLIONS POUR LES COMITÉS DE DÉVELOPPEMENT DE QUARTIERS APS PREMIÈRE CÉRÉMONIE DE GRADUATION DE L’ÉCOLE MAARIF DE THIÈS APS LE PRÉSIDENT SALL FINIT SA TOURNÉE EN INAUGURANT UN DAARA ET UN RACCORDEMENT ÉLECTRIQUE GNA KAIPTC to hold regional security stakeholders meeting in Banjul

Política/Líder do PAIGC diz que a Guiné-Bissau vive situação de “poder absoluto”


  28 Octobre      19        Politique (17354),

   

Bissau,28 Out 20(ANG) – O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, considerou na terça-feira(27) , em Luanda, que se vive na Guiné-Bissau uma situação de “poder absoluto” que põe em causa liberdades individuais e coletivas e a separação de poderes.

Em declarações aos jornalistas à saída de uma audiência de mais de meia hora concedida pelo Presidente de Angola, João Lourenço, o dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) disse que o seu partido vai continuar a lutar contra esta situação “bastante complexa” para fazer imperar a lei através de mecanismos constitucionais.

“É este o quadro existente, para o qual o PAIGC vai continuar a lutar, a exigir o imperativo da lei, o respeito pela ordem constitucional, a separação dos poderes, para que os direitos individuais e coletivos sejam de facto respeitados”, garantiu.

De acordo com Domingos Simões Pereira, “tem-se feito o uso do poder absoluto, pondo em causa as liberdades individuais e coletivas e a separação dos poderes”.

O político sublinhou que o PAIGC “é um partido histórico, responsável, que tem feito uso exclusivamente dos mecanismos constitucionais e democráticos”, contudo, “esta luta fica desigual, desequilibrada, quando outros utilizam mecanismos à margem daquilo que a Constituição prevê”.

“Mas nós acreditamos que quem acompanha, o povo, quem tem essa aceitação popular, será capaz de, fazendo uso desses mecanismos, poder repor aquilo que é o império da lei”, concluiu.

O político guineense frisou que o encontro com o chefe de Estado angolano aconteceu no âmbito das relações tradicionais de amizade e cooperação entre o PAIGC e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por João Lourenço.

Segundo Domingos Simões Pereira, a situação no seu país, tal como havia afirmado em fevereiro, quando esteve em Luanda, exige um acompanhamento, sobretudo dos principais parceiros e amigos, e Angola está na lista prioritária dos principais amigos.

“E o camarada Presidente João Lourenço tem-se disponibilizado para ouvir, para compreender, para acompanhar a situação da Guiné-Bissau e neste quadro convidou-me a vir cá partilhar com ele a nossa visão, a nossa leitura sobre a situação política, para desta forma poder melhor acompanhar a situação vigente do país”, referiu.

O presidente do PAIGC considerou bastante mais complexa a situação política prevalecente no país, resumindo que todos os passos dados depois das eleições presidenciais, num recurso ao Supremo Tribunal de Justiça a contestar os resultados, não surtiram os efeitos esperados, porque foi considerado improcedente.

O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau validou os resultados das eleições presidenciais, que acabou com o contencioso eleitoral apresentado pelo segundo candidato mais votado na segunda volta das presidenciais de 29 de dezembro de 2019, formalizando a vitória de Umaro Sissoco Embaló.

“Nós, mesmo não concordando com essa avaliação, mesmo achando que se estava a subtrair ao povo guineense o direito de conhecer a verdade eleitoral, declaramos formal e publicamente que aceitávamos e respeitávamos essa decisão do Supremo Tribunal de Justiça”, recordou Simões Pereira, candidato derrotado nas presidenciais.

No entanto, o líder do PAIGC disse que é preciso, no regime constitucional existente na Guiné-Bissau, separar os poderes, reconhecer que antes disso houve eleições legislativas e é preciso reconhecer o poder executivo a quem venceu as eleições legislativas”, explicou.

Depois de ter tomado posse numa cerimónia simbólica, o Presidente guineense demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, do PAIGC, partido vencedor das eleições legislativas de 2019.

Dans la même catégorie