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Política/PR recomenda abolição de isenção ao pagamento de cargas nos Portos e nas Alfândegas


  13 Novembre      16        Economie (12744),

   

Bissau, 13 nov 20 (ANG) – O Presidente da República recomendou a abolição de isenção ao pagamento de cargas nas alfândegas e no porto de Bissau.

A recomendação foi feita aos responsáveis destas instituições pelo Chefe de Estado Umaro Sissoco Embalo na quinta-feira no final da visita que efetuou as instalações do cais de Bissau e das Alfândegas.

Em relação ao Porto comercial de Bissau justificou a medida com a necessidade de angariar fundos para a drenagem do caudal do Porto que corre o risco de não poder receber barcos de grande porte.

“Dei orientações ao ministro dos Transportes e Comunicações, Jorge Mandinga e ao Diractor-geral do porto Felix Blutna Nadunguê de que a partir de hoje, não há mais isenção no pagamento das cargas no porto, mesmo que a carga seja do Presidente ou do primeiro ministro. O porto tem que recolher receitas, disse.

Em relação as Alfândegas o Presidente da República disse que 2021 será o ano de “Dragão” ou seja ano em que a direcção da referida instituição deve trabalhar ainda mais para recolha de mais receitas.

O Ministro dos Transportes e Telecomunicações disse que a visita do chefe de Estado demonstra a sua preocupação em relação ao estado das infraestruturas do país e que o Porto é uma das principais infraestrutura da Guiné-Bissau.

Mandinga acrescentou que para além da drenagem do Porto é preciso drenar o canal de acesso, e proceder a colocação de faróis de sinalização para permitir o funcionamento do porto de Tchetchi para escoamento do fosfato de Farim.

Instado sobre o início previsto para esta sexta-feira da greve no aeroporto anunciado pelos funcionários que reivindicam o pagamento de salários em atraso de oito meses, Jorge Mandinga disse que o processo de privatização do aeroporto é da iniciativa do então governo liderado por Aristides Gomes.

“SAA é uma empresa privada, é preciso que fique muito clara. Não estamos a privatizar uma empresa pública, o que está ser feito agora, o Estado vai sair dando o seu capital à uma outra empresa que está em condições de fazer melhor, porque vai certificar se os funcionários têm condições de manejar os novos equipamentos a ser instalados, e que aumentará a segurança no aeroporto”, disse.

Afirmou que todos os trabalhadores vão ser indemnizados de acordo com o contrato de trabalho de cada um.

O Director-geral dos Portos de Bissau, Felix Nandunguê disse estar satisfeito ao ouvir o apoio que o Presidente Umaro Sissoco Embaló pretende dar ao Porto.

Segundo Nandunguê que cita dados de um estudo, se não houver drenagem, dentro de dois anos barcos de grande porte não poderão se atracar no Porto de Bissau.

O Presidente Sissoco Embaló prometeu usar a sua influência para conseguir meios financeiros que permita a realização da drenagem no Porto de Bissau, e diz estar convicto de que os trabalhos de drenagem podem começar no início do próximo ano.

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