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São Salvador do Mundo: Barragem de Faveta inaugurada há sete anos está a secar – agricultores


  21 Juillet      10        Agriculture (1520),

   

Achada Igreja, Picos, 21 Jul (Inforpress) – A barragem de Faveta, em São Salvador do Mundo, no interior de Santiago, inaugurada há sete anos, encontra-se de momento com “pouca água” e se não chover este ano em abundância ela vai secar, alertaram hoje os agricultores.
“A barragem trará grandes benefícios para a população de São Salvador do Mundo, tendo em conta que abre novas perspectivas à economia local, com grande impacto a nível da agricultura e novas oportunidades para os jovens, as mulheres e empresários daquele concelho”, defendia na altura o anterior Governo, liderado pelo então primeiro-ministro, José Maria Neves.
Orçada em cerca de 500 mil contos, a barragem de Faveta foi inaugurada na manhã do dia 21 de Julho de 2013, num sábado, numa cerimónia presidida por José Maria Neves.
Na altura, previa-se que esta infra-estrutura hidráulica ia irrigar 65 hectares de terreno, incluindo as zonas a jusante e a montante, pois, disponibilizaria para rega entre 900 mil e um milhão de metros cúbicos de água.
“A barragem foi uma mais-valia para nós, os agricultores, porque a agricultura que temos hoje em São Salvador do Mundo deve-se à esta infra-estrutura hidráulica. A comunidade de Faveta beneficiou com a barragem e hoje quem tem uma parcela de terreno está a ter um pouco de rendimento”, disse hoje à imprensa, o agricultor Miguel.
No entanto, este agricultor lamentou o facto de a barragem que está a funcionar a sete anos estar a secar, apontado o sistema de rega por alargamento como uma das causas.
Nesse sentido, pediu ajuda para que possam implementar a rega gota-a-gota para que possam tirar o melhor proveito da “pouca água” que ainda existe nesta que considerou ser uma “importante obra” que está a empregar muitos jovens desse município iminentemente agrícola.
Estribando-se nas previsões pluviométricas para este ano, disse esperar que as mesmas sejam de facto boas, porque senão chover mais um ano vão perder toda a cultura.
Recentemente, no Parlamento, o deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) João Baptista Pereira responsabilizou o Governo do MpD pela “má gestão” da água na barragem de Faveta, o que provocou o estado em que se encontra agora.
Não obstante os três anos de seca, segundo ele, o que está a levar a barragem a secar é o “factor humano”.
Daí, acusou o actual Governo de uma “má gestão da água”, indiciando a “não implementação do projecto agrícola que estava delineado para esta área, criação de uma equipa de gestão permanente”, entre outras medidas.
Na ocasião, o deputado do MpD Austelino Correia, apesar de lamentar o facto de a barragem estar a secar, criticou a política do anterior Governo, que segundo ele, “focou somente numa vertente”, ou seja, na construção de barragem para a mobilização da água.
O parlamentar defendeu que se o Governo tivesse apostado na dessalinização da água para a agricultura, “não haveria falta de água mesmo sem chuva”, indicado que o executivo já está a
instalar uma dessalinizadora em Ribeira da Barca para abastecer Santa Catarina e São Salvador do Mundo.
A este propósito, este domingo , quando discursava na sessão solene dos 15 anos da criação do município de São Salvador do Mundo, separada em 2005 como uma freguesia do concelho de Santa Catarina, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, reiterou que a solução para o problema de água para a agricultura está na dessalinização e não nas barragens.
“A solução não pode ser as barragens. A solução para Cabo Verde é transformação da água do mar e da água salobra para a água para a rega. É este o caminho que temos que percorrer e que estamos a percorrer”, reiterou, referindo-se à “visão” do Executivo liderado por Ulisses Correia e Silva para o problema da água para a agricultura no arquipélago.
“Nós estamos a investir e vamos continuar a investir em todas as ilhas de Cabo Verde, particularmente na ilha de Santiago, para que possamos garantir água para a rega todo o ano, independentemente das condições climáticas e de haver ou não chuvas. Aliás, nós não podemos ser um País que labora numa abordagem de plano de emergência todos os anos. Temos que encontrar aqui uma normalidade e esta normalidade passa por isso (dessalinização da água)”, adiantou.
Santiago Norte conta ainda com mais quatro barragens, nomeadamente a de Poilão (São Lourenço dos Órgãos), Figueira Gorda (Santa Cruz), Saquinho (Santa Catarina) e Flamengos (São Miguel).

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