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São Vicente é palco de conferência sobre Economia Azul com foco na sustentabilidade dos oceanos


Praia, 27 Abr 2017(Inforpress) – A ilha de São Vicente acolhe de 03 a 05 de Maio uma conferência internacional sobre “Crescimento e economia azuis”, que vai reunir cerca de 150 especialistas e com foco na sustentabilidade da exploração dos oceanos.

No lançamento do encontro, o director Nacional da Economia Marítima, Carlos Évora, em conferência de imprensa na manhã de hoje, no Mindelo, explicou que Cabo Verde tomou a iniciativa de realizar a conferência no seguimento da iniciativa da FAO, de 2014, de adoptar a economia e o crescimento azuis como “uma das bandeiras” para o desenvolvimento de Estados com potencialidade oceânica.

Como objectivos e resultados esperados, a mesma fonte indicou que a conferência objectiva o diálogo e a troca de experiência relativamente à gestão sustentável dos recursos no âmbito da Economia Azul, entendida, anotou, como todas as partes intervenientes em processo que abrange desde a gestão da zona costeira e dos recursos haliêuticos, utilização do mar e dos oceanos, das energias relacionadas com os oceanos e investigação haliêutica.

Os temas, considerou, são diversos e abarcam as energias das ondas, a exploração sustentada dos tubarões e dos tunídeos e finalizando com o turismo sustentável costeiro.

Carlos Rocha Évora sublinhou que o evento “alinha-se” com o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14, com o título “Proteger a vida marinha”, e servirá ainda como encontro preparatório para a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que ser celebrada em Junho, em Nova Iorque (EUA).

Com a conferência do Mindelo, espera-se, pois, assinalou a mesma fonte, oferecer um “espaço para partilha” de experiências e práticas na Economia Azul no mundo para serem aplicados em África, “mais concretamente” nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

Cabo Verde alinhou-se com a iniciativa “Economia e Crescimento azuis” através do projecto iniciado pela FAO, em 2015, e alargado em 2017, com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que serve de plataforma para o diálogo entre parceiros técnicos e financeiros que apoiam as iniciativas nacionais consignados na Carta de Crescimento Azul, adoptada pelo Governo.

As personalidade que virão à conferência são oriundas da Comunidade de Países de Língua Portuguesas (CPLP), das comissões sub-regionais das pescas da África Ocidental e da África Central, para além de países como São Tomé e Príncipe, Kenya, Timor-Leste, Maurícias, Seychelles e Madagáscar.

A Economia Azul inclui todas as actividades realizadas em espaços aquáticos, terras adjacentes e seus ecossistemas, em que oceanos e mares, rios e lagos, zonas costeiras, bancos e margens, zonas húmidas e cursos de água aos quais estão associados riquezas e actividades que contribuem para a Economia Azul.

Dados revelados na conferência de imprensa sustentam que 90 por cento (%) das trocas comerciais entre Estados efectuam-se por via marítima e 95% das comunicações a nível mundial ocorrem através de redes submarinas.

A abordagem da Economia Azul como “motor do desenvolvimento” do continente africano inscreve-se no projecto da União Africana “Agenda 2063 – a África que queremos”, adoptado em 31 de Janeiro de 2016.

O tema está ainda classificado nos “Objectivos e domínios prioritários dos próximos 10 anos” e considera a exploração do “vasto potencial” como a “principal aspiração de uma África próspera”.

AA/JMV

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