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São Vicente: “Orçamento do Estado traz zero em investimentos públicos novos para o ano de 2021” – Alcides Graça


  18 Décembre      20        Société (27898),

   

Mindelo, 18 Dez (Inforpress) – O presidente da CPR do PAICV (oposição), em São Vicente, considerou hoje que o Orçamento do Estado para 2021 “não traz nenhum investimento público novo para a ilha”, pois os que constam são obras de orçamentos anteriores.
“Ou seja, este Governo vai terminar o mandato com o começou, com a célebre frase da ministra das Infra-estruturas de que ‘São Vicente está num estado acelerado de desenvolvimento e que deveria abrandar’”, concretizou o presidente da Comissão Política Regional (CPR) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Alcides Graça, em conferência de imprensa, no Mindelo.
Estando no fim do mandato e depois de aprovar o sexto Orçamento do Estado em cinco anos, a mesma fonte considerou que se esperava “algum trunfo na manga para ludibriar os mais incautos”, para “conseguir votos em São Vicente”, mas que “nem isso o Governo foi capaz de fazer, apenas colocou São Vicente em ‘stand-by’”.
O responsável político da oposição reforçou que todos os investimentos públicos previstos para ilha em 2021 são obras que vêm de orçamentos anteriores, tendo nomeado os casos do centro ambulatório do Hospital Baptista de Sousa, habitação social em Portelinha, terminal de cruzeiros e data center, ou seja, concretizou, em cinco anos de mandato o Governo do MpD “não conseguiu apresentar nenhuma obra concluída aos mindelenses”.
“O primeiro-ministro falhou com São Vicente, não cumpriu com nada daquilo que prometeu aos sanvicentinos”, criticou Alcides Graça, que exemplificou com a Zona Económica Especial de Economia Marítima (ZEEEM) em que, continuou, ninguém sabe o que é feito desta ideia supostamente estratégica para o desenvolvimento de São Vicente.
“Parece que a ideia de transformar Cabo Verde numa plataforma marítima e logística no Atlântico ao serviço da Economia do Mar, capaz de alavancar o desenvolvimento da região norte, já não é prioridade”, declarou, para depois regressar à “obras prometidas”, como a regionalização, “prometida aos mindelense pelo primeiro-ministro nos primeiros seis meses da governação foi esquecida”, o centro de saúde da zona do Monte Sossego, a esquadra da polícia para a zona sul e os equipamentos para o aeroporto Cesária Évora, de apoio à descolagem e aterragem de aviões nas situações de visibilidade reduzida.
“Que mal é que São Vicente fez ao Governo do MpD para merecer este tratamento”, questionou o líder local do PAICV, pois, concretizou, o partido recebeu mais de 15 mil votos dos sanvincentinos e o que recebe em troca é “uma mão cheia de promessas não cumpridas”, uma vez que “tudo aquilo que iniciou não foi competente para concluir neste mandato”.
“Felizmente vamos ter eleições em Março de 2021 e o povo de São Vicente terá uma boa oportunidade para expressar nas urnas o seu sentimento

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