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Tráfico de crianças/Secretário Executivo da AMIC diz que o fenómeno é uma realidade na Guiné-Bissau


  29 Juillet      13        Droits de l'Homme (389),

   

Bissau, 29 Jul 20 (ANG) – O Secretário Executivo da Associação de Amigos das Crianças(AMIC) afirmou hoje que o tráfico de seres humanos é uma realidade na Guiné-Bissau.

Em entrevista exclusiva à ANG, Laudolino Medina disse que a

denúncia do deputado Conduto de Pina na sessão da ANP sobre alegado caso de tráfico de crianças na ilha de Canhabaque por uma cidadã francesa de nome Miriam Lídia Barbie, é muito contundente e que reforça um conjunto de denúncias feitas ao longo dos anos sobre o fenómeno de tráfico de pessoas na Guiné-Bissau, em particular de mulheres e crianças.
Disse que este fenómeno de tráfico de mulheres e crianças não se verifica só na zona insular mas também em muitas localidades do norte e leste do país.

Referiu que a AMIC denunciou recentemente um caso de uma cidadã estrangeira sob capa de adopção de um menor de meses na zona sul do país, mas que o objectivo era tráfico, acrescentando que felizmente foi interceptada pela Polícia Judiciária e presa preventivamente.

“Muitas meninas foram enganadas várias vezes por cidadãos da sub-região alegadamente para trabalharem no Senegal, Guiné-Conacri e Gâmbia, mas na verdade é para a prostituição,”revelou.

Laudolino Medina explicou ainda que no ano transacto, a AMIC denunciou o caso das meninas que foram interceptadas pela Polícia Interpol em Casablanca /Marrocos, retornadas e entregues às famílias, em Bissau.

Aquela organização das crianças explicou que também houve uma outra intercepção de cerca de 60 crianças na zona sul que supostamente estavam a ser traficadas para a Gâmbia, e que o caso foi traduzido para o tribunal de Bafatá, houve uma mão invisível que interviu e o caso não deu em nada.

Lamentou que desde a existência de lei de tráfico de seres humanos na Guiné-Bissau, existe sempre vítimas e a são recebidas no centro de Acolhimento da AMIC , mas que nunca os criminosos foram traduzidos à justiça.

Laudolino pede a Polícia Judiciária e ao Ministério Público para fazerem os seus trabalhos neste caso da denúncia do deputado porque “já têm elementos para investigar e traduzir a suposta criminosa à justiça”.

Advertiu que a sua organização,o Instituto de Mulher e Criança e o Parlamento Infantil estarão empenhados a seguir o caso até que seja julgado.

O Deputado Francisco Conduto de Pina denunciou segunda-feira no parlamento que uma senhora de nacionalidade francesa estaria supostamente a traficar uma criança sob protesto de adopção, na ilha de Canhabaque, Sul da Guiné-Bissau.

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