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Vice-primeiro-ministro admite necessidade de um novo modelo de governança que seja mais participativo


  16 Septembre      29        Société (44421),

 

Cidade da Praia, 16 Set (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, admitiu quinta-feira a necessidade de um novo modelo de governança em Cabo Verde, que seja mais abrangente e mais participativo para a produção de melhores resultados.
O governante, que discursava na abertura da reunião de alto nível para a discussão e aprovação deste novo Quadro de Cooperação entre Cabo Verde e Nações Unidas para o período 2023 a 2027, disse que o país e o Governo têm estado a trabalhar e a garantir o alinhamento.
No entanto, sublinhou que nesse novo contexto e nova visão de desenvolvimento “o lema é acelerar”, isto é, não só fazer, mas fazer rápido, no tempo certo, para que o país possa recuperar o tempo perdido e acelerar o desenvolvimento.
“Mas para acelerarmos temos de ter uma visão conjunta, de futuro, partilhada e essa visão só será possível se tivermos tempo para discutir, para reflectir sobre vários aspectos, permitir que todos possam participar de forma séria e responsável. Não é apenas fazer reuniões para auscultar, mas é criar espaços de participação, para que o resultado seja o resultado do país, da nação cabo-verdiana”, sustentou.
Neste sentido, considerou que é necessário construir um novo modelo de governança que inclua três pilares fundamentais, entre os quais a participação dos beneficiários, das academias e do sector privado.
“Em primeiro lugar os beneficiários devem participar no processo decisório. Em segundo lugar as academias devem estar mais presentes. Participar na concepção, na implementação e na avaliação. É muito importante termos capacidade, gente preparada, que o Estado financie para dar um contributo ao desenvolvimento de Cabo Verde. E temos de criar formas para garantir essa participação”, indicou.
Olavo Correia destacou igualmente a participação do sector privado, sublinhando que os privados são a parte essencial de qualquer estratégia.
“Por mais que falemos da diversificação, da economia azul, economia verde, da economia digital, da transição energética, qualquer sector económico… não é o Estado que faz economia. É o privado que faz economia. O Estado cria condições, cria contextos, o quadro regulatório, fiscaliza, mas quem é o actor, quem faz a economia é o sector privado”, sublinhou.
Por isso, entende que o mesmo deve estar presente não para ser auscultado, mas fazendo parte da estratégia desde início, participando na concepção, no desenvolvimento, avaliação.
“Temos que ter um modelo de governança que possa garantir que isto aconteça da melhor forma. Portanto, nós temos que mudar o modelo de governança. Essa ideia de que o Estado é que faz, financia, faz acontecer tem de ser descontinuada. A ideia fundamental que deve prevalecer é a ideia de parceria. Parceria na saúde, na educação, na economia digital e em todos os demais sectores da actividade económica”, sublinhou.
O governante declarou-se ciente de que é um modelo muito mais exigente, mas afirmou que é muito mais perene e capaz de aportar melhores resultados para o país.

Para além da mudança do modelo de governança, o vice-primeiro-ministro defende uma perspectiva no sentido de se olhar para Cabo Verde como “uma nação global”, pelo que entende que o tema da mobilidade e migração devia ser descontinuado no eco-sistema linguístico cabo-verdiano.

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