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VIH-Sida: Governo aponta “caminhos importantes” a trilhar ligados aos estereótipos


  1 Décembre      18        Politique (20044), Santé (12447),

   

Cidade da Praia, 01 Dez (Inforpress)  – O Governo reforçou hoje que o VIH-Sida, enquanto problema de saúde pública, continuará a merecer uma “atenção redobrada”, ciente dos caminhos importantes a trilhar, nomeadamente os ligados aos “estereótipos criados” com base na “desinformação, mitos e estigma”.
Esta posição do secretário Adjunto da Saúde, Evandro Monteiro, foi defendida na manhã de hoje por ocasião do acto central do “Dia Mundial de Luta contra Sida”, que se celebra anualmente a 01 de Dezembro, e alertou para a necessidade de trabalhar os grupos-alvo com medidas “cada vez mais assertivas e específicas”.
Evandro Monteiro exortou a cada grupo no sentido de trabalhar “cada vez mais precocemente” na perspectiva da promoção de boas práticas em saúde, de forma a desmistificar ideias, alcançando e introduzindo “cada vez mais respostas neste processo continuado de buscas”.
Encorajou ainda para a acelerar a inovação tecnológica nos cuidados da saúde, bem como reforçar o nosso sistema de informação sanitária e, acima de tudo, fortalecer a parceria com as organizações da sociedade civil organizada.
Para acabar com as desigualdades, mormente neste contexto, devido aos efeitos nefastos provocados pela pandemia da covid-19, explicitou, torna-se “urgente”, por um lado, a união de parcerias e mais meios para um “acesso equitativo, de qualidade e humanizado” aos serviços de saúde.
Apelou, por outro lado, ao reforço de intervenções nos cuidados primários em especial na prevenção combinada do VIH e serviços de tratamento, assim como na promoção de trabalhos das organizações comunitárias junto de pessoas vulneráveis ao risco de infecção por VIH e por outras doenças.
“Ao continuarmos e reforçarmos o trabalho neste sentido e em grupos multissectoriais de actores e outros intervenientes daremos certamente os passos necessários em direcção à diminuição progressiva e sustentável de novos casos no nosso País”, sintetizou.
A Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), por seu lado, assumiu o compromisso de “nunca desistir de erradicar totalmente a Sida, tornando-se necessário “reforçar os mecanismos de diagnóstico precoce, garantir uma resposta mais eficaz de acesso ao tratamento e não descurar toda a informação junto aos mais jovens, relativamente à importância da prevenção”.
Para  o presidente da ANMCV, Herménio Fernandes, há que saber identificar as fragilidades, mas sobretudo fazer com que os municípios consigam tirar partido das suas forças ao se identificarem com uma “visão holística” da saúde e se assumem com convicção de que a saúde tem de estar em todas as políticas.
Enquanto isto, a representante da coordenadora residente das Nações Unidas, Paula Maximiano, lamentou que os ganhos duramente obtidos no mundo para acabar com a pandemia do VIH correm o risco de se perder devido à contínua perturbação causada pela covid-19.
Referiu que os bloqueios e outras restrições têm interrompido esforços de prevenção e tratamento do VIH em muitos países, sendo os mais pobres e vulneráveis “desproporcionalmente mais afectados”, pelo que manifestou a disponibilidade das Nações Unidas  em continuar a estar ao lado de Cabo Verde em debelar os desafios e garantir a todo os direitos a estarem livres do VIH.
De acordo com os dados do mais recente relatório estatístico referido pelo governante, em 2019 foram detectados 344 novos casos de infecção VIH e 91 novos de Sida, tendo sido contabilizados 91 óbitos, sendo que no período de 2016 a 2019 foram detectados em média 451 novos casos de infecção VIH e 154 novos de Sida e 102 óbitos.

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