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Reitor da UniPiaget de Cabo Verde defende desenvolvimento de mais literacia informativa e mediática no país


  12 Novembre      7        Innovation (2473), Photos (3522), Society (17485),

   

Cidade da Praia, 12 Nov (Inforpress) – O reitor da Universidade Jean Piaget (Uni-Piaget) de Cabo Verde, Wlodzimierz Szymaniak, defendeu hoje a necessidade de se desenvolver “mais literacia informativa e mediática” no país.

Em declarações à Inforpress, à margem da sessão de abertura do ano lectivo 2019/2020 da UniPiaget de Cabo Verde, aquele responsável lembrou que quando veio para o país, em 2002, “a maioria dos estudantes” chegava ao ensino superior sem ter tido nenhum contacto com os computadores.

Um cenário que, segundo o mesmo, já foi invertido, mas lamentou o facto de “praticamente” todos os estudantes terem computadores em casa e “nem sempre os utilizar de forma mais feliz”.

Daí, anunciou, a aposta da instituição que dirige no ensino digital, com novas unidades curriculares, que vão ser ministradas em regime presencial e à distância.

“São inovações que acompanham a evolução de Cabo Verde. Hoje em dia a vida sem as tecnologias é muito difícil e nós reparamos que em muitos casos os jovens não sabem utilizar as tecnologias de forma adequado”, demonstrou.

Sobre o ensino superior em Cabo Verde, Wlodzimierz Szymaniak considerou que está na fase de consolidação, mas que é uma educação “nova, dinâmica e, “infelizmente, com alguns casos de falhas por falta de qualidade”.

“Penso que o ensino de Cabo Verde tem as possibilidades para ganhar a sua posição como uma referência internacional para toda a África Ocidental, recebendo estudantes da Guiné, Angola, Senegal, entre outros países”, observou.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração do grupo CV Telecom, José Luís Livramento, quem ministrou hoje uma aula magna intitulada “O papel das TIC na Educação/Formação Profissional”, salientou que as tecnologias têm impactos no perfil de saída dos estudantes universitários.

“Nós estamos num mundo em que as tecnologias de informação e comunicação são transversais a qualquer sector de actividade. Portanto, qualquer formando a nível do ensino superior terá, necessariamente, como perfil de saída o domínio das TIC”, referiu.

Para isso, sugeriu, os cursos devem ter unidades curriculares teóricas e práticas sobre as TIC, bem como experiências de laboratórios.

O PCA do grupo CV Telecom sugeriu ainda a utilização das novas tecnologias para atingir o “melhor perfil dos alunos”.

WM/CP

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