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Economia Digital: PAICV considera que as prioridades do Governo estão “claramente invertidas”


  12 Février      2        Diplomatie (299),

   

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou hoje que as prioridades do Governo estão “claramente invertidas” já que quer transformar o país numa plataforma da economia digital sem investir nas telecomunicações.

“O primeiro-ministro tem dito que quer transformar Cabo Verde numa plataforma da economia digital, mas como é que é possível quando a sua governação não tem nem estratégias para transformar o sector das telecomunicações, que é a base de tudo, numa alavanca para o desenvolvimento”, observou Janira Hopffer Almada.

A líder do maior partido da oposição, que se congratulou com a realização do CV Next, contando com a participação do fundador do WebSummit, Paddy Cosgrave, mas deixando algumas críticas, fez estas declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, após um encontro com o embaixador da Rússia no País, Vladimir Sokolenko.

A seu ver, apesar de ser estratégico, o sector das telecomunicações está abandonado “nestes quatro anos da governação do Movimento para a Democracia (MpD)”.

“As medidas que o Governo tem tomado nesses quatro anos de mandato têm servido apenas para aumentar, manter e proteger o poder ou monopólio, de facto, da operadora histórica que é a Cabo Verde Telecom”, observou.

Para o PAICV, transformar o sector das telecomunicações é apostar numa real e efectiva liberalização, mas também na sustentabilidade da concorrência.

“O Governo tem demonstrado com a sua actuação que pretende continuar a aumentar o poderio e monopólio da CV Telecom. Quando o Governo reduz a renda anual que esta operadora histórica tem que pagar ao Estado de 4 por cento (%) para 2,5%, com efeitos retroactivos, o que é que está a fazer? Está a proteger, a manter e a reforçar, o monopólio desta operadora”, explicou.

A líder do PAICV comparou o salário mínimo nacional com o preço da internet ilimitada, que, segundo ela, é de sete mil escudos, assim como da taxa de ligação (mil escudos) e aluguer do equipamento (220) escudos e interrogou se o país está em condições de ser uma plataforma da economia digital.

“Isso não é verdade”, respondeu, enfatizando que se trata de uma governação com base no marketing, conferências e encontros, mas que “não tem uma política clara, definida e uma visão estratégica para, de facto, o País, dar o salto que precisa.

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