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Naufrágio na Mauritânia faz 40 mortos e deixa um sobrevivente


  7 Août      4        Religion (215),

   

Bissau – Pelo menos 40 migrantes afogaram-se num naufrágio na Mauritânia, ao qual apenas uma pessoa sobreviveu, informaram quinta-feira a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e uma fonte de segurança mauritana.

« Novo naufrágio em Nouadhibou (no noroeste do país), com aproximadamente 40 pessoas a bordo, apenas um sobrevivente (da Guiné) », escreveu no Twitter Vincent Cochetel, responsável da agência da ONU.

O ACNUR e a Organização Mundial para as Migrações (OIM), juntamente com as autoridades locais e seus parceiros, « estão a tentar intensificar os esforços para evitar tragédias, mas os traficantes continuam a mentir aos clientes », acrescentou Cochetel, o enviado especial da agência para o Mediterrâneo central.

O naufrágio foi confirmado por uma fonte de segurança marítima, que especificou que o acidente ocorreu em águas internacionais, « bem longe » das margens do país da África Ocidental, localizado entre o Senegal e o Sahara ocidental.

Mais de 60 migrantes africanos já se haviam afogado na Mauritânia em Dezembro de 2019, no pior naufrágio do ano passado na rota de migração ao longo da costa atlântica.

Entre as rotas de migração para a Europa, a da África Ocidental, por mar ou por terra, foi um dos itinerários preferidos, adoptado por dezenas de milhares de migrantes em meados dos anos 2000.

Por mar, uma espécie táxi-barco recolhia os migrantes em portos que partem do Golfo da Guiné.

As ilhas Canárias, em Espanha, a cem quilómetros da costa marroquina, eram uma das principais portas de entrada na União Europeia.

As medidas tomadas por Espanha reduziram o fluxo, ao ponto de fechar um centro de migração em Nouadhibou.

Ao mesmo tempo, muitos migrantes tomaram a rota do Mediterrâneo até Espanha, Grécia e Itália.

Porém, a rota ocidental sofreu uma recuperação relativa há mais de dois anos, devido a medidas tomadas contra a migração que passa pela Líbia, segundo a OIM.

Os migrantes deixam a África Ocidental não apenas por razões económicas, mas também por falta de fé no futuro ou por pressões familiares.

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