MAP Patrimoine audiovisuel : “fenêtre sur le monde” au temps de la Covid19 GNA Local Council of Churches essential in developing Christian faith GNA Let’s maintain protected, accountable journalists ahead of polls– US Ambassador GNA Organisation trains nurses on adolescent youth friendly health services GNA Farmer drowns in River Lottor at Xavi APS PRÉSIDENTIELLE IVOIRIENNE : MADIAMBAL DIAGNE ET SEYDOU NOUROU BA PARMI LES OBSERVATEURS DE LA CEDEO (MÉDIA) APS PRÉSIDENTIELLE IVOIRIENNE : MADIAMBAL DIAGNE ET SEYDOU NOUROU BA PARMI LES OBSERVATEURS DE LA CEDEO (MÉDIA) INFORPRESS Presidente da Comissão Nacional de Eleições diz que o processo eleitoral decorreu com “normalidade” INFORPRESS CPLP e Ministério da Educação de Cabo Verde realizam conferência internacional em formato virtual INFORPRESS Autárquicas 2020: Deficientes visuais votaram sozinhos pela primeira vez em Cabo Verde

Governo ambiciona Cabo Verde como plataforma de registo de novas patentes no sector da cultura e indústrias criativas


  20 Août      17        Politique (14),

   

Cidade da Praia, 20 Ago (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas ambiciona que Cabo Verde seja uma plataforma de registo de novas patentes, na cobrança dos direitos de autores, na integração regional e na participação internacional através da Unesco.

Abraão Vicente apresentou esta visão do futuro que pretende para o sector da cultura e das indústrias criativas aos jornalistas, minutos antes de presidir à abertura do Debate Temático sobre “Desenvolvimento da Cultura e Indústrias Criativas no Horizonte 2030”.

“Farei a elencagem daquilo que pode ser a visão do futuro que passa por Cabo Verde ser uma plataforma de registo de novas patentes, cobrança dos direitos de autores, integração regional e participação internacional a partir da participação de Cabo Verde no âmbito multilateral, nomeadamente na Unesco”, afirmou.

O ministro começou por apresentar a visão do Governo para transformar o sector da Cultura e Indústrias Criativas como um sector que contribui para o Produto Interno Bruto (PIB), crie emprego dignos e contribui para a formalização de toda uma indústria que até ao momento tem sido encarado como uma indústria que deve ter forte subsídio do Estado.

Abordado sobre o contributo da cultura para o PIB, Abraão Vicente afirmou que não há dados “concretos e viáveis”, porque segundo o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) apenas 32 agentes culturais estão inscritos no sistema como profissionais da cultura.

Conforme sublinhou, para se saber esse contributo é preciso também fazer a formalização dos eventos culturais no arquipélago, que muitas vezes passam à margem da contabilidade, e dos artistas que recebem ‘caché’ e muitas vezes não descontam, pelo pagamento dos direitos de autores e por todo negócio que se gera à volta dos grandes eventos culturais em Cabo Verde.

Neste sentido, Abraão Vicente reafirmou que nos próximos tempos só serão considerados artistas quem têm carteira e que contribuem para a segurança social, para o pagamento dos impostos e as empresas ligadas à produção de eventos têm que ter agora autorização para poderem agir no sector.

Defendeu mais uma vez que os agentes culturais do país têm que mudar essa mentalidade que é o Estado que deve financiar os eventos culturais, visto que a cultura é um sector privado e nem os agentes culturais, nem as empresas ligadas à produção cultural podem esperar que seja o estado o principal financiador.

“Defendo absolutamente essa mudança de mentalidade. A crise em Cabo Verde no sector da cultura não foi tão grande exactamente porque não temos uma classe profissionalizada muito grande e é preciso criar as balizas para que em momentos de crise como este o Estado só ajude quem de facto é profissional a 100 por cento na cultura” assegurou.

O papel do Estado neste sector, relembrou é de criar infra-estruturas e continuar a incentivar através da institucionalização do ensino artístico.

“A médio e longo prazo o sector da produção cultural tem que se afirmar como um sector do privado que produz rendimento e formaliza e paga bem a quem produz cultura”, frisou.

Durante este debate, o ministro apresentou o percurso feito até agora neste sector, tanto na infraestruturação cultural, no ensino artístico, na construção de novas infra-estruturas culturais, na formalização do sector, nomeadamente do artesanato, e todo o plano de legislação que está a ser construído para dar “peso” a este sector.

Dans la même catégorie