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Entrevista: Director nacional de Energia explica vantagens do carro eléctrico

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress) – O director nacional de Energia, Rito Évora, afirmou em entrevista à Inforpress que, apesar do elevado custo de aquisição, um veículo eléctrico traz mais vantagens, a logo prazo, em relação a carro convencional a combustão.
A título de exemplo, segundo Rito Évora, neste momento um Kia Soul eléctrico custa cerca de 33 mil euros (3,6 mil contos) e a versão a combustão custa 24 mil euros (2,6 mil contos), ou seja, a diferença de preços entre os dois modelos situa-se em torno de 9 a 10 mil euros (cerca de mil contos).
No entanto, asseverou que Cabo Verde está a candidatar-se para os fundos da UNAMA Facility, um programa que trabalha na mitigação e redução de gases do efeito estufa para bonificar as pessoas que queiram adquirir um carro eléctrico, atingindo a paridade em relação aos preços entre estes e os carros convencionais.
Segundo o Director Nacional de Energia, para além do factor ecológico, do conforto de uma condução mais silenciosa e suave, há outras vantagens. Isto porque com um carro a combustão o número de peças móveis está acima de mil euros o que implica estar constantemente a fazer manutenção tornando o uso desses veículos mais custoso no dia-a-dia. Mas, ajuntou, para um carro eléctrico são menos de 100 peças em movimento do que um motor convencional.
“Se você adquirir um carro eléctrico é menos de 100 peças em relação ao carro convencional. Isso só no motor. Depois há outros aspectos que podem entrar nessa quota,” destacou Rito Évora, para quem hoje em dia os carros eléctricos são feitos quase que 90 por cento (%) de materiais resistentes e recicláveis.
Conforme a mesma fonte, a preocupação com um carro eléctrico é essencialmente em trocar os pneus. Já a bateria, que é a pate mais cara, tem uma vida garantida de oito anos e quando não estiver eficiente, uma ideia que está em estudo é incentivar o seu uso nas residências para armazenar energia quando há excedente e depois devolver à rede.
“Há uma tendência neste momento que está a ser estudado na Europa é que estas baterias ainda estão muito boas para usarem em casa. Ligadas à rede há ideia de que esse armazenamento de renováveis pode ser feito. Isto para ganhar dinheiro e ajudar a rede tendo um ‘backup’ de energia, quando há excesso, para devolver depois quando há necessidade.
CD/CP