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Fogo: Agenda Comum do Género visa trabalhar e preparar mulheres para liderança e acesso ao poder – ministra


  11 Août      13        Droits de l'Homme (248), LeaderShip Feminin (181),

   

São Filipe, 11 Ago (Inforpress) – A “Agenda comum de género – mulheres líderes para a agenda 2030”, socializada nos Mosteiros,  tem como objectivo trabalhar e preparar as mulheres para liderança e participar no processo decisório, disse a ministra da Inclusão Social.

Esta agenda, explicou Maritza Rosabal, está direccionada para aumentar o número de mulheres na liderança, seja a nível local como nacional, indicando que se trata da primeira agenda regional pelo facto de integrar os três municípios da ilha do Fogo.

Segundo a titular da pasta de Inclusão Social, a agenda vai trabalhar e preparar as mulheres, algumas das quais são lideres e estão na vida política, mas também empresarias, para a liderança, observando que na parte respeitante à formação, capacitação, liderança, oratória e igualdade do género, “é importante” que a igualdade não seja apenas quantitativa, mas uma paridade qualitativa com mulheres defendendo a sua própria agenda e comprometida com a igualdade do género.

Para esta governante, às vezes pensa-se que não é importante participar no processo decisório, mas a participação é muito importante porque pode influenciar as decisões e a qualidade de participação pode trazer um “impacto positivo” na vida das mulheres e do próprio país.

No caso da ilha do Fogo, onde a representação feminina “é muito pequena”, como referiu, sendo que a nível do poder local dos 63 lugares nas câmaras e assembleias apenas dez são ocupados por mulheres, e dos cinco deputados nacionais para o círculo eleitoral do Fogo há apenas uma mulher, pelo que, numa população praticamente 50/50, é preciso trabalhar na questão da paridade e igualdade de género.

Maritza Rosabal disse que é preciso construir uma agenda com demanda especifica já que a paridade é uma questão não só de justiça social, mas do exercício da democracia e que ela só existe quando há a participação em igualde no poder.

“Essas mulheres, através desta agenda vão apresentar as suas demandas e fazer os seus compromissos com a própria promoção da igualdade de género”, advogou a ministra da Inclusão Social, indicando que por isso há uma agenda com vertente quantitativa que passa pelo aumento do número de mulheres no poder, e outra qualitativa e que consiste em ter mulheres no poder, mas ao mesmo tempo comprometida com a igualdade de género.

Na ocasião, indicou que as mulheres são muito trabalhadoras, solidárias, competentes, capacitadas, mas quando se trata do exercício do poder tem alguma relutância porque ainda tem a ideia de que o poder é masculino, observando que é preciso implementar a lei de paridade e as medidas de descriminação positiva, porque caso contraio, no ritmo actual, só em 2081 será atingido a paridade entre homens e mulheres.

“A lei de paridade é um instrumento porque estabelece este princípio de paridade na apresentação das listas eleitorais, há um compromisso suprapartidário e há que acelerar”, disse, observando que há outras questões como formação, capacitação e mostrar as mulheres que é possível fazer tudo.

A vereadora da Câmara Municipal dos Mosteiros, Maria Veiga, considerou que esta agenda comum de género para a ilha do Fogo é importante porque acredita que as mulheres têm todas as capacidades para estarem na esfera política e à semelhança dos homens contribuir para o desenvolvimento do país.

Com a agenda que prevê sessão de capacitação, as mulheres vão ganhar mais conhecimentos e mais competências, indicando que não é fácil a mulher estar na politica, pese embora passos significativos já foram dados, devido ao facto de se estar numa sociedade, mas também devido a forma como as pessoas vivem a politica, com um pouco de violência e o que desencoraja muitas vezes as mulheres.

Durante a apresentação da agenda, foram socializados os dados relativos a participação de mulheres na esfera do poder a nível mundial e com destaque para Cabo Verde com um quadro comparativo da evolução nos últimos 20 a 30 anos, quer a nível das autarquias como a nível do parlamento e do governo, sendo que o cenário aponta, em mantendo a evolução, para uma paridade nas câmaras e assembleias municipais só em 2064 e no parlamento e governo em 2081.

A “Agenda comum de género – mulheres líderes para a agenda 2030” surgiu no processo de elaboração dos Planos Estratégicos Municipais de Desenvolvimento Sustentável (PEMDS) para os três municípios, contemplando três programas para aumentar a tomada de decisões e seis projectos específicos de empoderamento e tomada de decisões.

O projecto será implementado num horizonte de quatro anos e representa um investimento de 12 mil e 500 contos, sendo que o objectivo é empoderar e capacitar entre 430 a 45 mulheres líderes a nível da ilha, estando previstas algumas acções como a criação de uma coligação de mulheres líderes da ilha, além da elaboração da agenda.

JR

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