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PAICV considera “improvável” cumprimento da meta fixada do crescimento em média de 7% ao ano


  16 Juillet      1        Politique (6025),

   

Cidade da Praia, 16 Jul (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou esta segunda-feira ser cada vez “mais improvável” o cumprimento da meta fixada do crescimento em média de 7 por cento (%) ao ano.
A afirmação é do secretário-geral do maior partido da oposição, Julião Varela, que reagia deste modo em conferência de imprensa esta segunda-feira, na Cidade da Praia, aos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre as Contas Trimestrais relativas ao ano de 2019, tendo sublinhado que está claro que esses números tinham sido lançados sem qualquer suporte técnico.
“Está claramente posto de lado esta meta, aliás, nós também vimos que mesmo as organizações internacionais, nomeadamente o FMI e o Banco Mundial, já não fazem qualquer referência a esse nível de crescimento. Falam, sim, em crescimento que poderá atingir os 4 ou 4,5%”, disse.
Segundo o político, com os dados publicados recentemente, o INE confirmou que, afinal, em 2017 o crescimento não foi de 4%, mais sim de 3,7%, o que representa uma redução de 1,0 p.p em relação ao ano de 2016 que se confirma em 4,7%.
Referiu ainda que o INE reviu também os dados referentes ao crescimento de 2018, isto é, já não se deve falar dos 5,5%, mas sim, de 5,1%.
“Tanto os dados do INE com os constantes nas contas de execução do Orçamento do Estado para 2019, indicam uma desaceleração da economia e que o crescimento económico está a ser impulsionado pelos gastos do Estado, que aumentam em mais 20,8% no primeiro trimestre deste ano, e pelos impostos”, disse, alertado ao Estado a conter esses gastos sob pena de comprometer os indicadores macroeconómicos do país.
O maior partido na oposição reconheceu que tem havido crescimento, mas este crescimento a seu ver, é “mais estribado” em condições externas e ambiente favorável a nível internacional do que resultado de medidas de política deste Governo.
Por outro lado, segundo o secretário-geral do PAICV, os dados apontam uma redução drástica do nível de investimentos, isto é, obteve uma variação negativa de – 11,4% quando em 2018 era positivo, na ordem dos 14%.
Os dados de INE, informou, indicam ainda “total abandono” do sector primário como a agricultura e a pesca, tendo a agricultura um peso negativo de -1,0 % e as pescas com -22,5%, na contribuição para o Produto Interno Bruto.
AM/FP

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