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Instituto do Património Cultural e câmara de Santa Cruz iniciam processo de inventariação de géneros musicais

Pedra Badejo, 24 Fev (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural (IPC) e a Câmara Municipal de Santa Cruz pretendem montar um centro interpretativo do funaná e, para tal, iniciaram a inventariação deste género musical, mas também do batuco e da tabanca.
A informação foi confirmada hoje à Inforpress pela directora do Património Imaterial, Sandra Mascarenhas, tendo informado que o IPC foi contactado pela autarquia de Santa Cruz no sentido de se fazer o inventário do funaná.
Entretanto, informou, o IPC optou por integrar também o batuco e a tabanca de Salina neste inventário.
Neste sentido, desde do dia 22, os técnicos do IPC estão a ministrar um workshop de inventário de base comunitário das manifestações do Património Cultural Imaterial, tabanca, batuque e funaná, a 20 jovens desta localidade, no sentido de capacitá-los para o trabalho de terreno.
Entretanto, a partir de quinta-feira, 25, esses jovens, conjuntamente com os técnicos do IPC vão estar no terreno a fazer o levantamento das informações sobre essas manifestações.
“Vamos recolher entrevistas e vídeos e depois passar-se-á a uma fase de sistematização dos dados, em que cada detentor terá a sua ficha individual e o seu vídeo e partir daí construímos aquilo que é a ficha das manifestações, do batuco, da tabanca e do funaná”, precisou.
Paralelamente a este processo de inventário, Sandra Mascarenhas adiantou que o IPC trabalha com a edilidade a montagem do Centro Interpretativo do Funaná, que irá situar-se no edifício do Centro Juvenil do Katchás.
Simultaneamente, avançou, as duas partes vão trabalhar no roteiro turístico e no roteiro do funaná para este município do interior de Santiago.
“Seria um roteiro turístico patrimonial, neste caso, porque nós iremos trabalhar os recursos a nível do património imaterial e imóvel também, portanto vão ser amplos os resultados deste processo que nós iniciamos agora e além do inventário e dos catálogos, relativo às manifestações inventariadas, também teremos esse roteiro que será criado”, informou.
Depois de conhecer quem são os detentores, onde estão e o que fazem do funaná no concelho de Santa Cruz, o IPC, segundo a mesma fonte, irá dar continuidade a este processo de inventariação em outros concelhos do País.
Questionado se este processo de inventário vai terminar com a classificação do funaná a património municipal ou nacional, Sandra Mascarenhas informou que essa decisão depende da política do Ministério da Cultura e das comunidades interessadas.
“A gente inventaria para poder conhecer aquilo que nós temos para salvaguardar. Classificar ou não depende da Câmara Municipal de Santa Cruz, se quer classificar o funaná a nível local ou não, e a nível nacional também dependerá de outras nuances”, sublinhou.
Esta acção de formação do inventário de base comunitário das manifestações do Património Cultural Imaterial, tabanca, batuque e funaná, decorre até ao dia 04 de Março.