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2ª vice-presidente do PAIGC aconselha militantes a não virar as costas à luta para reconquista dos seus direitos


  20 Septembre      18        Politique (19056),

   

Bissau,20 Set 21(ANG) – A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), afirmou que um bom militante não é aquele que espera para saborear bons momentos, mas sim, aquele que, na hora mais difícil, está de pé atrás e ao lado da sua formação política.

Maria Odete Costa Semedo falava no Domingo, dia 19 de setembro, quando presidia a cerimónia comemorativa dos 65 anos da criação do PAIGC, organizada, este ano, pela União Democrática das Mulheres(Udemu).

“O bom militante não é aquele que vem apenas no momento de festa, ou seja quando o partido ganha e está no poder, para exigir o seu lugar na governação ou no outro aspaço. O militante é aquele que luta para que o seu partido e o seu país esteja numa linha dos vários direitos”, salientou.

A dirigente dos libertadores disse que agora não é a hora de se desanimar e baixar os braços ou de desistir-se, mas sim, de estar firme para continuar a luta para a reconquistar das liberdades do povo guineense.

A segunda vice-presidente do PAIGC disse que a luta do seu partido é pelos direitos humanos, porque “o ser humano precisa ter e viver com dignidade”.

“Quando não lhe é dada a liberdade nem de falar nem de manifestar-se, é porque não tem dignidade”, salientou.

Semedo fez críticas à governação de Nuno Gomes Nabian, acusando-o de falta de sensibilidade em relação ao setor educativo, de facilitar o aumento da mortalidade materna infantil por falta de bom atendimento e de lugares adequados para reduzir mortes que poderiam ser evitadas.

“Quem tem os direitos humanos garantidos tem tudo, porque o direito da pessoa humana começa com o direito a registo logo depois do nascimento, passando para direitos à três refeições, à escola, um nome, assistência médica e medicamentosa e à segurança”, notou.

Maria Odete Semedo apelou aos militantes do seu partido a continuarem resilientes.

O PAIGC foi fundado em 19 de sembro de 1956, por Amílcar Cabral, Luis Cabral, Elisé Turpin, Aristides Pereira, Fernando Fortes e Júlio Almeida.

As celebrações dos 65 anos de criação do PAIGC foi marcada com a deposição de coroas de flores no Monumento de Amilcar Cabral na rotunda do Aeroporto de Bissau, Praça Titina Sila, Busto de Amilcar Cabral na Praça dos Mártires de Pindjiguiti

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