AIP L’AIP remporte deux prix au Grand Prix FAAPA 2021 AIP La journée de l’entreprenariat féminin célébrée à Abidjan APS LES INVESTISSEMENTS DES ENTREPRISES CHINOISES EN AFRIQUE ESTIMÉS À 43 MILLIARDS DE DOLLARS EN FIN 2020 (LIVRE BLANC) AGP Guinée/Éducation : Pierre Kolié, 5ème de la République en sciences expérimentales au bac unique session 2020 plaide pour une bourse d’études à l’étranger AGP Guinée/Transition : Compte rendu du Conseil des Ministres AIP La Côte d’Ivoire s’offre 836 400 doses de vaccin Sinopharm pour lutter contre le covid-19 AIP La Suisse et la Côte d’Ivoire signent trois accords en matière de migration à Berne AIP Plus de 200.000 orphelins du Sida attendent d’être pris en charge en Côte d’Ivoire AIP Le Festival de l’électronique et du jeu vidéo d’Abidjan innove avec les Gaming Awards MAP Dakar: clôture de la 8e réunion du Conseil exécutif de la FAAPA par l’adoption du Plan d’action pour l’année 2022

BCV fará de tudo para que a banca financie a actividade económica no quadro da pandemia – Governador


  20 Octobre      14        Economie (13736),

   

Cidade da Praia, 20 Out (Inforpress) – O governador do Banco de Cabo Verde, Óscar Santos, disse hoje que aquele banco central vai fazer todos os possíveis para que a banca tenha fundos próprios suficientes para continuar a financiar a actividade económica no quadro da pandemia.

Óscar Santos, que prestava declarações à imprensa à margem de um congresso internacional sobre o mundo pós-pandemia, promovido pelo Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS), disse acreditar que a retoma da actividade económica só deve começar em 2023.

“Não vai haver crescimentos iguais entre sectores. Mesmo a nível internacional há países que estão a crescer muito mais rapidamente que outros países, a taxa de vacinação ainda está muito baixa em países menos desenvolvidos, felizmente Cabo Verde está a um nível alto”, disse.

E é nestes cenários que, avançou Óscar Santos, que o Banco de Cabo Verde (BCV) vai manter a política monetária sem qualquer alteração, o que significa que os bancos podem sempre financiar no Banco Central a taxas de juros muito baixos, de 0,75%.

“As medidas prudenciais vão manter-se no mesmo nível até Março de 2022, isto significa que vamos monitorizar a situação até Março de 2022 e aí sim fazer uma revisão das nossas políticas e ver o que fazer”, continuou Óscar Santos, referindo que ainda é cedo para mudar qualquer posição.

O BCV vai então, segundo seu governador, manter a posição do banco central como está e, portanto, monitorizar “muito apertadamente” a situação, estando “muito de perto” com os bancos para ver o que está a acontecer.

“Ainda há dias tivemos um encontro com a banca, apresentando um relatório de estabilidade. Portanto, nós estamos a seguir isso com muita atenção. Não vamos antecipar qualquer mudança agora, porque ainda é muito cedo”, frisou, garantindo que as moratórias vão se manter até o final do ano.

Disse ainda Óscar Santos que o banco central já tomou medidas que mesmo empresas com dificuldades poderão ter créditos reestruturados para não contar como créditos mal-parados, “o que significa um alívio para a banca”.

“Nós vamos fazer todos os possíveis para que a banca tenha fundos próprios suficientes para continuar a financiar a actividade económica”, disse.

Em termos de crédito mal-parado, Óscar Santos afirmou que em 2013 o percentual era de cerca de 14% e que neste momento está em torno dos 9%.

“Uma queda acentuada do crédito mal-parado. Nós ainda não sabemos o que vai acontecer. As projecções indicam que, mesmo num cenário de recuperação lenta da actividade económica, o crédito mal-parado pode aumentar de novo para 12% o que significa que estará abaixo ainda do nível de 2013/14. Nessa parte acho que o sistema bancário está a comportar muito bem, está a dar sinais de resiliências. Mas isto não significa que devemos baixar a guarda”, acrescentou.

Relativamente à balança de pagamento, sobretudo o déficit da conta corrente, “um indicador importante”, avançou Óscar Santos que houve, de facto, uma “queda muito forte” de 0,1% para 16%.

“Uma queda muito forte do PIB. Mas mesmo assim nós estamos a nível de reserva em termos de meses de importação a volta de seis meses de protecção. Significa que no campo monetário, ainda há alguma margem de manobra, mas isso tudo depende do que irá acontecer em 2022, se a retoma, de facto, da actividade económica se faz, se há entrada de turistas, de divisas para que o banco central tenha mais disponibilidades”, explicou.

Finalizando, Óscar Santos disse que outro factor “também de peso” tem a ver com a dívida externa, ou seja, se o Estado consegue ou não moratórias para ter algum tempo para poder ajustar, tendo em conta que, mesmo com o crescimento da actividade económica, o impacto sobre a receita do Estado vai-se sentir com algum atraso.

Dans la même catégorie