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Cultura/ Binhan Quimor apresenta ao vivo o seu mais recente álbum, intitulado « Nha Mininessa »


  28 Mai      4        Culture (1560),

 

Bissau, 28 mai 24 (ANG) – O músico guineense de renome internacional Binhan Quimor, apresentou segunda-feira ao vivo, o seu mais recente álbum, intitulado « Nha Mininessa », no Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, com 10 canções.

O álbum intitulado “Nha Mininessa” que se serve de memórias traumática do cantor, visa denunciar as violações contra os direitos da criança na Guiné-Bissau e no mundo.

Neste novo álbum, o músico que outrora vítima de infanticidio, hoje incontornável músico de referência da música nacional, Binhanquinhe Quimor, traz em primeira pessoa experiências e memórias mais trágicas, porém, maïs melodiosas da sua vida e da sua traumática infância.

« NHA MININESA » um trabalho caracterizado pelas profundas tristezas, chamadas de atenção e desejos: com destaque para a faixa musical número 10. Na « bardadi », MAMES MANSIA,

Na música, Binham encorajou os desamparados, as mães que realmente amam os seus filhos, como também louvar os que fazem o papel do seu tio. E sem dúvida uma denúnca a prática « di bota mininus kuma irã », onde chama atenção e pede ao Estado de Guiné Bissau para lutar contra essa prática medrosa, se não, corre o risco de perder mais filhos.

O primeiro tema, « NHA MININESA » uma música em que o desejo de regressar à infância é realçado pelo Binham Quimor, e nela sente uma profunda dor causada pela idade adulta do sujeito poético ou músico que fez das suas saudades um passaporte carimbado às lágrimas para se retornar a sua infância que considera fantástica na sua Catió.

Além disso, lembrou das actividades, jogos de brincadeiras infantis que se fazia, outrora a noite de lua cheia « kusa ku ka tem aós », as folias que cicatrizaram e caracterizam o tempo por ele desejado, e não só, como também lembra das amizades e os comportamentos de riscos da sua « mininesa ».

A segunda faixa “NHA NOME » é sem dúvidas um espanto originário de « nfala nfala » que se vive na cidade de Bissau, outrossim, o sujeito estranha pelo que vê e ouve a volta do seu nome.

“Portanto, o título « Nha Nome » não passa dum mero « miskinhu ». Isto é, uma critica a « djintis di Bissau » onde a cidade de Catió é apresentada como amostra da zona rural”, disse o cantor.

Afirmou que, quando com o medo estamos, rogamos, suplicamos a Deus, a coragem para enfrentar os obstáculos.

Na faixa nº 3 denominado BINTCHIM BABA, o músico conta que, era apenas uma pedra rejeitada pelos pedreiros e, agora é a mais desejada.

Afirmou que, com esta metáfora bíblica, recorda a sua rejeição paternal em relação ao que se tornou hoje, BINHAN QUIMOR, uma voz africana e para o mundo.

Uma outra gota de lágrima é vista no Binkan, na sua música de alerta juvenil, o HINO DE JUVENTUDE (JOVENS BÓ PEGA TESU), onde exorta aos jovens para se levantarem e lutarem. E que se estudem para melhor enfrentarem os desafios que a vida vem traçando sobre os seus caminhos, que não desistam dos seus sonhos, se não, nunca terão os resultados esperados.

Na 4 música, Binhan anuncia que só com a união, a valorização e o respeito à diversidade ou às diferenças é que « a sua påtria amada » se arranque para um desenvolvimento. Por outro lado, chama atenção às consequências concernentes ao resgate dum pretérito amargo » ka bo garbata nada ku passa di mal, kil ku passa dja, nó dissal pa i bai ».

Na faixa nº 5, a música cujo tema é ARMONIA SABI, chama atenção sobre a importância do amigo, não dum irmão biológico, mas sim, o irmão conquistado, o da outra mãe. Por tudo isso, deixa entender claro que por detrás destes mistérios para uma boa convivência, é necessário ser amável, compreensível e solidário para conquistar amigos.

Para a conservação da paz e amor lembrou ao povo da importância duma boa vizinhança e o significado que esta pode ter quando se fala da harmonia, portanto, apresenta um triângulo, formado por amor, harmonia e amigo, o trio ligado ao coração, ao sentimento verdadeiro ao próximo.
O MISKINHU « Miskinho » vem da profunda dor, a da alma… « Miskinho » é uma lamentação a situação penetrante, a que doe no согаçâо.

Nessa música, Quimor revela que a Guiné-Bissau foi formada por um povo viajante, a ideia que, com ela pretende demonstrar que os grupos étnicos que edificam o seu povo vieram de longe, deixando subentendido a ocupação colonial quando se fala da libertação do seu povo.

Binhanquinhe Quimor, é um músico guineense de renome internacional, que muito cedo, interessou-se pela arte e sobretudo pela música que começou a gostar na Igreja Evangélica, aprendendo a tocar a guitarra com o mestre/pastor Agostinho A.Sambe.

Em 2008 Binhan foi considerado como o Cantor Revelação do ano na Guiné-Bissau, fruto das suas belas canções de intervenção social, de exaltação do amor e do valor da paz.

O reconhecimento do Binhan como uma voz incontornável na nova cena musical guineense aconteceu com a sua chamada pelo mestre Adriano Atchutchy para integrar a mítica banda nacional Super Mama Djombo como um dos cantores principais.

Lançou o seu primeiro álbum à solo intitulado LIFANTI PUPA no dia 06 de fevereiro de 2015, que contou com a participação especial de Queen Etmen de Camerom, Tchaga filha de Aicha Kone e a grande cantora Monique Seka da Costa de Marfim.

Binhan, nome artístico de Binhanquinhe Quimor, é um virtuoso compositor e intérprete guineense, conhecido pela sua voz imponente e temas de intervenção social que caraterizam as suas músicas.

Nasceu em Catió, na Guiné-Bissau, no dia 08/07/1977, filho de familia humilde, vitima de infanticidio na sua primeira infância

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