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Governo aplica mais de um milhão e 300 mil contos para evitar aumento dos preços de combustíveis e electricidade


  22 Septembre      15        Energie (398),

 

Cidade da Praia, 22 Set (Inforpress) – Um milhão e 328 mil contos é o valor investido pelo Governo de Cabo Verde para fazer valer as medidas de mitigação dos aumentos dos preços dos combustíveis e da electricidade devido ao impacto da guerra na Ucrânia.
Esta informação foi avançada esta quarta-feira pelo ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, em conferência de imprensa de balanço da reunião do Gabinete de Crise sobre a implementação das medidas de mitigação adoptadas pelo Governo nos sectores da economia, energia e agro-alimentar.
“Até este momento, estamos a falar de um custo efectivado de um milhão e 328 mil contos, abrangendo o sector de electricidade e o sector dos combustíveis”, frisou o governante, explicando que no valor está incluído a compensação pelo diferencial das medidas tomadas de Abril a Junho, bem com as medidas de alteração das taxas aduaneiras que estão em vigor até o final do ano.
Alexandre Monteiro disse ainda que até Setembro haverá um benefício superior a 300 mil contos e que foram 321 mil contos de Abril a Junho.
“Só na parte da electricidade, até agora, estamos a falar de cerca de 700 mil contos já engajados”, referiu o governante, frisando que, em Abril, evitou-se o aumento médio em cerca de 18,4 por cento (%), enquanto que no mês de Maio e Junho foram 15,2% e 14,8%, respectivamente.
Alexandre Monteiro referiu-se também ao gás butano cujo preço máximo foi fixado, no mês de Março, perto de 177 ECV/litro, mas que sem nenhuma medida seria 191,8 ECV/litro, ou seja, 31% ao preço actual.
“Estamos no mês de Setembro e hoje o preço está em 145.9 ECV/litro. Temos aqui, por exemplo, a garrafa de três quilos que foi fixado o preço máximo de 531 escudos e evitou-se que chegasse a 575 escudos e o preço actual é 438. É proporcional em relação às outras embalagens”, explicou.
No que toca à gasolina, o ministro afirmou que sem nenhuma medida o preço atingiria 220 escudos por litro no mês de Junho, portanto 49% ao preço actual de Setembro. E o preço máximo verificado durante esse período desde o início da guerra foi de 190,7 escudos por litro. E, actualmente, o preço é de 147,7 escudos por litro.
No mês de Julho, disse, evitou-se um aumento de 10%, 8% no mês de Agosto e 8% no mês de Setembro.
“Portanto, houve diminuição por causa da evolução internacional dos preços do petróleo, mas sem as medidas não teríamos a dimensão de redução que se constatou nesses três meses. Em relação ao gasóleo temos a mesma situação. Sem nenhuma medida os preços atingiriam 203 escudos por litro, significa 23% superior ao preço actual. E o preço máximo verificado nesse período, desde o início da guerra, é de 181.3 escudos por litro. O preço actual de Setembro é de 165,6 escudos por litro”, afirmou.
Ainda de acordo com o ministro, no que tange à tarifa de electricidade, sem nenhuma medida, o preço seria hoje mais de 50% superior ao preço actual, ainda se nenhuma medida tivesse sido tomada, contou, as famílias inscritas no cadastro social único pagariam 34,5 escudos/kwh.

“É preciso ter em conta que aqui estão incluídos o reforço da tarifa social de 30 para 50%, alteração da taxa do IVA de 15 para 8% e as medidas tomadas agora também de aumento zero no caso da tarifa social”, conclui.

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