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Justiça/Plataforma Frente Popular apresenta queixas-crime contra o Estado Guineense


  3 Juillet      5        Justice (1752),

 

Bissau, 03 Jul 24 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos apresentou hoje queixas-crimes contra o Estado guineense, contra o Ministro do Interior, Botche Candé, e contra o secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Monteiro.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos agiu em nome da Frente Popular, uma plataforma da qual fazem parte várias organizações da sociedade civil guineense, entre as quais a própria Liga, sindicatos, associações de jovens e das mulheres.
A plataforma tem lutado nas ruas contra o poder político em vigor na Guiné-Bissau, que acusa de cercear as liberdades dos cidadãos, violar a Constituição e manietar a democracia.

As denúncias à justiça visam responsabilizar o Estado guineense no seu todo pela proibição de manifestações dos cidadãos, alegados actos de tortura e sequestro de activistas da Frente Popular.

A organização evoca a detenção, por 10 dias, de activistas da Frente Popular, na sequência de uma manifestação contra o poder político realizada no passado dia 18 de Maio. Nessa altura, cerca de 100 activistas foram detidos e teriam sido torturados na 2ª Esquadra de Bissau.

Bubacar Turé, Presidente da Liga dos Direitos Humanos, diz que as queixas contra as autoridades de Bissau não vão ficar por aqui.

« Este acto é apenas um passo. Nós estamos a trabalhar com um colectivo de advogados franceses e ainda amanhã vamos ter uma terceira reunião com esta equipa. Nós vamos accionar, processar estas pessoas e demais responsáveis do Estado da Guiné-Bissau ao mais alto nível, pela prática de crimes, de torturas, de crimes e violações dos Direitos Humanos, de crimes de violação de Estado, de atentados contra o Estado de Direito, para essas pessoas, uma vez por todas, serem criminalmente responsabilizadas pelos actos que hoje estão a cometer, acreditando que são deuses e estão acima de tudo », refere o activista.

Recorde-se que as manifestações e comícios públicos são proibidos desde Janeiro, as autoridades invocando motivos de segurança, uma medida denunciada pela sociedade civil que a qualifica de ilegal.

“É um acto criminoso que tem como objectivo impedir as vozes discordantes de se manifestarem contra atrocidades que estão a ser cometidas por este regime insensível (…) que pretende desmantelar a democracia e o Estado de direito” na Guiné-Bissau, considera Bubacar Turé ao garantir que a sua organização “vai continuar a opor-se” ao regime “hostil à democracia e aos direitos fundamentais”.

Neste âmbito, a Frente Popular agendou para o próximo dia 27 deste mês uma nova manifestação de rua.

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