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Ministra considera que ainda há mulheres que precisam ser empoderadas apesar dos ganhos alcançados


  17 Mars      17        Société (45956),

 

Cidade da Praia, 17 Mar (Inforpress) – A ministra da Modernização do Estado, Edna Oliveira, defendeu hoje que é necessário trabalhar no empoderamento das mulheres afirmando que apesar dos ganhos alcançados a nível profissional, é preciso “dar vez e voz” a essas chefes-de-família.
A governante defendeu esta posição ao presidir à abertura da conferência internacional “Em busca da história da mulher cabo-verdiana” enquadrada numa série de actividades desenvolvidas pelo Instituto do Arquivo Nacional com o objectivo de analisar, nos vários domínios, mormente histórico, antropológico e cultural, o percurso das mulheres no país.
“Inicialmente, podemos dizer que quando se descobriu Cabo Verde, a mulher era uma simples escrava, após a independência tínhamos uma situação em que poucas mulheres frequentavam a escola e consequentemente desempenhavam funções de doméstica, esposa e mãe de filhos, mas hoje podemos assinalar os ganhos a nível da estrutura social, pessoal e profissional e nota-se a sua presença em várias áreas”, recordou a ministra.
Edna Oliveira considerou que houve “grandes ganhos” relativamente à participação das mulheres na esfera política, exemplificando que dos 72 deputados com assentos parlamentares, 29 são mulheres, sendo que em relação à primeira legislatura, no universo de 56 deputados, havia somente uma única mulher.
A nível profissional, considerou que a trajectória é de “sucesso”, sublinhando que a presença das mulheres cabo-verdianas tem sido “notória” em todas as áreas profissionais.
Para Edna Oliveira, embora a trajectória seja de sucesso, é preciso ainda trabalhar no empoderamento das mulheres, porque, segundo explicou, nem todas alcançaram o estado de “maturidade profissional e pessoal”, assim como o reconhecimento social e a sua auto independência.
“Há muitas mulheres que sofrem vários tipos de violência seja ela psicológica, física, e que necessitam de ser empoderadas, necessitam de ser defendidas, e é necessário que essas mulheres tenham quem as suporte para que conquistem e trilhem o caminho da autoconfiança”, defendeu a governante.
José Évora, o representante do Instituto do Arquivo Nacional, avançou que este evento se enquadra nas comemorações para assinalar “Março-Mês da Mulher”, cujo objectivo é recolher subsídios para “desenhar linhas de pesquisas” acerca deste segmento social “menos visível” nas historiografias e fontes históricas.
“Nós queremos chamar a academia, chamar os históricos que se dedicam à história de Cabo Verde para também pensar nas mulheres como um objecto de estudo de todo o percurso que a mulher fez ao longo da história do nosso país”, esclareceu aquele responsável.

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