AIP La ministre Françoise Remarck s’engage à améliorer les conditions de travail de son personnel AIP Françoise Remarck promet de soutenir les initiatives culturelles pour dynamiser le secteur des arts MAP Niger: une personne tuée et cinq enlevées « par des bandits » près de la Libye (ministère de l’Intérieur) MAP Togo: levée de la suspension des accréditations pour la presse étrangère MAP Liberia : le FAD approuve un financement de 10 millions de dollars pour améliorer la sécurité alimentaire et nutritionnelle MAP La CEDEAO lance officiellement ses programmes de promotion du genre et de l’égalité en Côte d’Ivoire AIP Digitalisation : La CIE primée au B2B digital 2024 pour ses avancées en intelligence artificielle AIP Adama Bictogo reçoit la nouvelle présidente du parlement de la CEDEAO MAP Rwanda: début de la campagne électorale pour la présidentielle et les législatives du 15 juillet MAP Cyclone Gamane: Madagascar a besoin de 124 millions de dollars pour la reconstruction

PAICV cobra justificativas do Governo sobre contradição entre dados do crescimento económico e redução do emprego


  22 Mai      5        Politique (25797),

 

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) pediu hoje justificativas do Governo relativamente à contradição apresentada pelos dados sobre o “grande” crescimento económico de Cabo Verde e o “encolhimento” do mercado e postos de trabalho.
O presidente do partido, Rui Semedo, no seu discurso durante o segundo dia da sessão ordinária do mês de Maio, que decorre até sexta-feira com o tema “Crescimento Económico e Emprego”, em debate com o primeiro-ministro, defendeu que o Governo tem falhado no crescimento económico de 7% ao ano.
Para a oposição, Cabo Verde deve crescer de “forma acelerada e sustentável”, garantindo rendimento, melhoria da qualidade de vida aos cabo-verdianos e tornando-se num País mais competitivo.
O líder do partido questionou se o crescimento ora apresentado estará a contribuir para o aumento do poder de compra das famílias, uma vez que os salários não aumentaram e as famílias hoje têm mais dificuldades do que em 2016.
“O primeiro-ministro pode repetir como tem feito, que tivemos a pandemia, a guerra na Ucrânia, o conflito no médio oriente e outros, mas isso apenas confirma que as famílias foram submetidas a grandes choques também e que não tem tido almofada suficiente para enfrentar as crises” disse.
Segundo Rui Semedo, uma verdade que não foi dita pelo primeiro-ministro é que com a crise inflacionista e o aumento generalizado dos preços, os governos conseguiram, em todo mundo, cobrar mais impostos, arrecadar mais receitas e até em alguns casos ter crescimento.
Contrariamente aos outros países que investiram no mercado, afirmou que em Cabo Verde as pessoas foram deixadas e abandonadas à sorte sem ponte para enfrentar a crise, sublinhando que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), houve uma diminuição de 29 mil empregos de 2016 a esta parte.
“O primeiro-ministro acha justo não garantir oportunidade para os jovens realizarem os seus sonhos dentro da sua própria terra e ficar apenas com a possibilidade de imigrar. Achas que o País está a investir na qualificação dos seus filhos para depois ficarem em casa ou imigrar para trabalhar nas obras, bares, mercados e casas das pessoas? », questionou, realçando que o País não se desenvolve sem formação e criação de empregos.
Conforme realçou, o oposto do que foi prometido de reduzir os impostos de 1% ao ano e retirar a carga fiscal, o Governo aumentou os impostos, culminando no aumento do custo de vida e não estaria a facilitar o investimento de empresários nacionais e internacionais.
“Este País precisa de todos para crescer e prosperar. Senhor primeiro-ministro, está no poder há oito anos, é bom lembrar disso e é chegado a hora de apresentar os resultados, chega de desculpas com designadamente as heranças” acentuou, pedindo o esforço e investimento nas áreas estruturantes como a pesca, agricultura e desenvolvimento rural.

Dans la même catégorie