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Olinda Beja e Carlos “Bené” protestam contra violência doméstica no País


  16 Février      14        Société (29421),

   

São Tomé (São Tomé e Príncipe), 16 Fev. 2021 (STP-Press) – Dois destacados intelectuais São-tomenses, nomeadamente, Olinda Beja e Carlos “Bené”, acabam de protestar contra o agravamento de violência doméstica em São Tomé e Príncipe.

Na sua conta nas redes sociais, Facebook, a poetisa e escritora Olinda Beja, reprovou a violência promovida pelos homens, seus compatriotas, as quais indagou-os se esqueceram que “a mulher é Mãe, Irmã, Tia, Avó, Esposa, Filha, Neta…?”.

“Não creio; creio sim que a sociedade está completamente transtornada e esquecida dos seus valores morais”, entende Maria Olinda Beja Martins Assunção, natural de São Tomé e Príncipe e residente em Portugal.

Num apontamento datado de 11 deste mês e publicado às 20h25, a escritora e Prémio da Lusofonia/2020, responde, “não creio; creio sim que a sociedade está completamente transtornada e esquecida dos seus valores morais”.

Olinda Beja considera de tristes, as notícias vindas ao público nas últimas semanas sobre o agravamento de violência doméstica no seu País.

Referindo-se a situação de agravamento de violência doméstica contra mulheres, das quais uma emigrante perdeu a vida em França numa alegada quezília com o seu companheiro e uma ficara gravemente ferida em São Tomé e Príncipe na sequência de um conflito doméstico com o parceiro, a escritora conclui que o homem São-tomense perdeu valores de “um Povo com fama de dócil, meigo, pacífico, e […] sorri aos olhos do estrangeiro que o visita”.

Olinda Beja exclama por exemplo que “afinal, faltar ao respeito à mulher que o atura todos os dias, lhe faz a comida, lhe cria os filhos que ela transporta nove meses no ventre, os educa, luta por eles (muitas vezes sozinha, abandonada ao seu destino), já não serve!”.

Numa perspectiva crítica, Olinda Beja ao considerar homem São-tomense de “homem moderno tinha tudo para ser feliz mas fez dos bens supérfluos o seu sonho e esqueceu totalmente o AMOR, a GRATIDÃO, a AMIZADE, o RESPEITO, a DIGNIDADE, o PERDÃO…”, sublinhando que “é preciso reavivar esses valores”.

Além de “Quinze Dias de Regresso”, “Água Crioula”, “Histórias da Gravana”, “Aromas de Cajamanga” e “A Sombra de Oká”, Olinda Beja é autora de obras literárias como “Chá do Príncipe” e ganhou com “A Sombra de Oká” o prémio literário mais relevante de São Tomé e Príncipe: o Prémio Francisco José Tenreiro.

Venceu também em 2020 o prémio Freixo – Festival Internacional de Literatura.

Em outro momento, Carlos do Espírito Santo “Bené”, líder da Academia de Letras de São Tomé e Príncipe, reagiu Domingo, em São Tomé, contra situações de violência doméstica ao qual se acresce ao abuso sexual de menores que têm ocorridos no País.

Diante dos seus alunos quando dava uma aula sobre o Conceito de Cidadania, transmitida pela Televisão São-tomense (TVS), Carlos “Bené”, Professor Catedrático, considerou que “a violência doméstica se deve a falta de educação humana”.

A título de exemplo, citou um País europeu, nomeadamente a Finlândia onde é introduzida o conceito de cidadania humana às crianças ainda na idade infantil.

Neste âmbito, “crianças são ensinadas o conceito de cidadania e tal situação faz com que ao crescer, o homem prescinda-se de violência doméstica ou física”.

Assim, Carlos “Bené”, apela as autoridades para equacionarem o sistema curricular do ensino, optando pela introdução do conceito de cidadania humana no sistema nacional de ensino em São Tomé e Príncipe.

Ainda neste âmbito, refere-se que as organizações femininas do MLSTP e PCD, partidos no Poder, protestaram há dias contra o agravamento de violência doméstica, abuso sexual contra menores em São Tomé e Príncipe.

Fim/MD/LM

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