APS LES RECOMMANDATIONS DE CEERNO SILEYMAANI BAAL GRAVÉES SUR UNE SCULPTURE POUR LA MÉMOIRE COLLECTIVE ANP Echange à Niamey entre le Chef de l’Etat Nigérien Issoufou Mahamadou et Secrétaire Général de la ZLECAF ANP Covid-19 : 6,560 milliards de Fcfa de l’Allemagne pour soutenir le plan de riposte à la pandémie au Niger ANP Décès à Niamey de l’ancien Président de la République Tandja Mamadou ANP L’Hôtel Gaweye de Niamey sur le point d’être repris par le groupe Bravia ANP La société ORANO Mining Niger fait don d’équipements d’une valeur de 125 millions de CFA aux sinistrés des inondations du département de Kollo MAP Décès de l’ancien président nigérien Mamadou Tandja APS UN CENTRE DE FORMATION VEUT PROFITER DU TOURNOI DE L’UFOA POUR MIEUX EXPOSER SES PENSIONNAIRES APS TOURNOI DE QUALIFICATION DE LA CAN DES U20 : LA GAMBIE COMPLÈTE LE CARRÉ D’AS APS TOURNOI DE QUALIFICATION : LA GAMBIE NE CRAINT AUCUNE ÉQUIPE EN DEMI-FINALES (COACH)

Presidenciais/Costa do Marfim vai a votos sábado sob ameaça de boicote


  30 Octobre      20        Politique (13004),

   

Bissau, 30 Out 20 (ANG) – Cerca de 7,5 milhões de ivoirienses vão no sábado às urnas numa eleição marcada por receios de regresso da violência e que deverá ser boicotada pela oposição, que contesta a recandidatura do Presidente cessante.
Desde Agosto, altura em que o actual chefe de Estado, Alassane Ouattara, anunciou a sua recandidatura, vários incidentes e confrontos causaram já cerca de 30 mortos, reforçando os receios de um aumento de violência étnica, dez anos após a crise pós-eleitoral de 2010 de que resultaram 3.000 mortos.

A crise teve origem após a recusa do então Presidente Laurent Gbagbo – cuja candidatura às eleições deste ano foi rejeitada pelo Conselho Constitucional – em reconhecer a sua derrota eleitoral frente a Alassane Ouattara.

Desde há uma semana, estão destacados 35 mil elementos das forças de segurança para assegurar as operações das eleições presidenciais de 31 de Outubro e cerca de 40 observadores da União Africana estão já no país.

Sobre o escrutínio paira também a incerteza, com oposição a considerar « inconstitucional » a candidatura de Alassane Ouattara e a apelar à « desobediência civil » e ao « boicote activo » às eleições, garantindo que a votação não se vai realizar.

As presidenciais de sábado põem também em evidência o grande fosso geracional existente na Côte d’Ivoire, um país muito jovem com líderes políticos muito velhos.

Num país onde três quartos da população tem menos de 35 anos e a idade média é de 19 anos, os candidatos favoritos dominam a cena política na Côte d’Ivoire há três décadas.

O Presidente Alassane Ouattara, 78 anos, no poder há 10 anos, concorre contra o antigo chefe de Estado Henri Konan Bédié (no cargo de 1993 a 1999), de 86 anos.

Apenas quatro das 44 candidaturas apresentadas foram reconhecidas pelo Conselho Constitucional, que deixou de fora outro dos líderes históricos do país, o ex-Presidente Laurent Gbagbo, 75 anos, no poder de 2000 a 2010, recentemente absolvido pelo Tribunal Penal Internacional.

Os dois candidatos mais jovens na corrida são o ex-primeiro-ministro de Gbagbo, Pascal Affi N’Guessan, 67 anos, e o independente Kouadio Konan Bertin, 51 anos, cujas candidaturas têm, segundo os analistas, poucas possibilidades.

O Presidente Ouattara tinha prometido entregar o poder à « nova geração », encarnada, segundo ele, pelo seu primeiro-ministro Amadou Gon Coulibaly, 61 anos, mas a sua morte súbita, bem como a candidatura de Bédié fizeram-no mudar de ideias e recandidatar-se.

Ausentes destas eleições presidenciais estão dois homens que querem encarnar a próxima geração: o ex-líder rebelde e ex-primeiro-ministro Guillaume Soro, 48 anos, que viu a sua candidatura invalidada, e o ex-líder dos Jovens Patriotas, Charles Blé Goudé, da mesma idade, que preferiu posicionar-se para as próximas eleições.

Durante a década da liderança de Alassane Ouattara, a Côte d’Ivoire conheceu um crescimento económico recorde, mas os analistas apontam as insuficiências nas políticas sociais e a pobreza persistente no país.

Com um crescimento médio de 7 a 8 por cento ao ano desde 2011, a Côte d’Ivoire mais do que duplicou o seu Produto Interno Bruto (PIB), de 25,4 mil milhões de dólares em 2010 para 58,8 mil milhões em 2019, segundo o Banco Mundial.

O crescimento baseia-se nos serviços, particularmente telecomunicações, construção e energia, apoiados por um forte investimento público em infraestruturas, bem como num sector agrícola que continua crucial, especialmente o cacau, cuja produção duplicou numa década para 2,1 milhões de toneladas em 2019-20, confirmando a posição do país como o principal produtor mundial, com 40 por cento do mercado.

O rendimento nacional per capita mais do que duplicou de 1.120 dólares em 2011 para 2.290 dólares em 2019, mas este número esconde enormes desigualdades de rendimentos, com a economia informal a representar cerca de 70 por cento do valor acrescentado e até 90 por cento do emprego e a corrupção a representar ainda um problema.

A taxa de pobreza caiu de 55,4 por cento em 2011 para 39,5 por cento em 2018, de acordo com dados oficiais, mas a população aumentou de 20 para 25 milhões durante o mesmo período, com o número de pessoas pobres a situar-se ainda em cerca de 10 milhões, em comparação com os 11 milhões há dez anos.

Com a crise de covid-19, espera-se que o crescimento da Costa do Marfim desça para apenas 1,8 por cento em 2020, mas o Banco Mundial prevê uma rápida recuperação para cinco por cento em 2021, após o que o crescimento deverá « aproximar-se dos níveis pré-crise nos anos seguintes ».

Dans la même catégorie