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UNTC-CS chama Governo de “arrogante, incumpridor, anti-dialogante e insensível”


  6 Janvier      9        Politique (14285),

   

Cidade da Praia, 06 Jan (Inforpress) – A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) chamou hoje o Governo de “arrogante”, “incumpridor” dos acordos que rubrica, anti-dialogante com os parceiros sociais e “insensível” com os problemas dos trabalhadores.
Joaquina Almeida falava em declarações à Inforpress, em jeito de balanço do ano findo, onde considerou que 2020 foi um ano de muitas reivindicações, muita luta, passeata e greves um pouco por todo o País.
A mesma classificou o ano findo como “difícil e negro” para todos, do ponto de vista socioprofissional, económico e sanitário.
Primeiro, justificou, por causa da pandemia da covid-19 que trouxe “perdas enormes” em todos os sectores de actividade, sobretudo do sector turístico, com consequências “terríveis” para os trabalhadores, sendo que muitos perderam os seus empregos e outros viram os seus salários reduzidos.
Por outro lado, prosseguiu, por causa do incumprimento de todas as promessas feitas pelo Governo, liderado por Ulisses Correia e Silva.
“Ficou para trás a criação dos 45 mil postos de trabalhos, o aumento salarial de 01% ao ano e 05% no fim da legislatura, flexibilização do código laboral, a reposição do poder de compra dos trabalhadores, a modernização da caótica administração pública que temos, a redução de taxa da pobreza, o aumento do salário mínimo nacional para 15 mil escudos, conforme o acordo de concertação estratégico”, elencou.
A alteração do estatuto do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) de modo a se obter uma comissão executiva e um conselho directivo tripartido e paritário para “melhor gerir” os bens dos trabalhadores e não servir de “saco azul” para o Governo, são outras promessas não cumpridas, segundo a mesma fonte.
“Enfim, temos um Governo arrogante, incumpridor dos acordos que rubrica, anti-dialogante com os parceiros sociais e insensível aos problemas dos trabalhadores, particularmente os trabalhadores do mundo rural que tem sido resiliente face às sucessivas secas e ao abandono a que foram sujeitos”, criticou.
Sendo que a luta continua, para este ano, a UNTC-CS prevê reunir com todos os sindicatos de Santiago, ainda este mês, para juntos analisarem novas formas de luta, com vista a demonstrar a insatisfação dos trabalhadores.
Depois deste encontro, adiantou, sairá um documento com propostas e reivindicações dos trabalhadores que será entregue a todos os líderes partidários que concorrerem às eleições legislativas de 2021, para que possam “absorvê-las” nas suas plataformas eleitorais.
“Nós gostaríamos que o Governo que sair das próximas legislativas, ou seja, o Governo da X legislatura possa fazer promessas que consiga cumprir e não dar “um mar de rosas” e depois aparecerem os espinhos. Nós perspectivamos que esse Governo venha a criar mais emprego, particularmente para os jovens, dote as instituições com meios técnicos e humanos capazes de dar resposta aos problemas laborais existentes”, perspectivou.
A maior central sindical de Cabo Verde espera ainda que o novo Governo venha a criar o Tribunal do Trabalho no Sal e em São Vicente, promova políticas públicas consentâneas com as reais necessidades do País e que reduza a taxa de pobreza.
“Esperamos que alavanque o sector dos transportes, particularmente a TACV, de modo a trazer paz e tranquilidade laborais para os trabalhadores e, ainda, que promova a igualdade e justiça sociais, respeite os funcionários públicos pagando-lhes um salário mínimo digno e com respeito às promoções, às progressões e reclassificações, de entre outras várias reivindicações”, apontou.
De todas as reivindicações, rematou, a UNTC-CS prioriza a reposição do poder de compra, pois é uma reivindicação que vem desde 2011.
AM/HF
Inforpress/Fim

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